07/12/25
O ex-governador José Eliton desponta como principal aposta do PT para a disputa ao governo de Goiás em 2026. Integrantes da sigla afirmam que o partido trabalha para consolidar o nome dele como candidato oficial e avaliam que há consenso interno para que a legenda priorize sua candidatura ao Palácio das Esmeraldas. A decisão, segundo dirigentes petistas ouvidos pela reportagem, está alinhada ao objetivo nacional de ampliar palanques estaduais para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Embora a presidente estadual do PT, deputada federal Adriana Accorsi, tenha articulado publicamente a possibilidade de candidatura do vereador Edward Madureira, o entendimento majoritário no diretório é de que o ex-reitor da UFG deve concorrer à Câmara Federal. De acordo com dirigentes, a manutenção de Madureira no projeto proporcional pode permitir à sigla conquistar três vagas na bancada goiana em 2026.
Pelo desenho em discussão, a chapa petista para a Câmara teria Adriana Accorsi, Rubens Otoni e Edward Madureira como nomes competitivos para as três vagas. Delúbio Soares também é citado internamente como possível candidato com musculatura eleitoral. A avaliação é de que deslocar o vereador para a disputa ao governo enfraqueceria o desempenho do partido na eleição proporcional.
Petistas afirmam que José Eliton é o “Plano A e o Plano B” da legenda e que não há espaço interno para retorno de Marconi Perillo ao protagonismo no campo progressista. O ex-governador, que deixou o PSDB após rompimento político com Marconi, é descrito como o nome mais viável para encabeçar a chapa no projeto do partido para 2026.
“Se temos um candidato, por que ‘sacrificar’ Edward? Racional é apostar no ex-governador e não enfraquecer a chapa de candidatos a deputado federal”, afirma uma liderança petista ao jornal Opção. Para o grupo, Eliton combina experiência administrativa com capacidade de articulação política e não enfrenta rejeição interna que inviabilize sua candidatura.
O ex-governador, segundo integrantes do partido, deseja ser apresentado como candidato de Lula em Goiás e considera essencial que a vice seja ocupada por um nome do PT para reforçar o vínculo direto com o presidente. “Ele quer ser o candidato de Lula. O partido vê essa composição como estratégica para o projeto nacional”, diz uma fonte ao jornal Opção.
Partido indefinido
A definição do partido ao qual Eliton se filiará permanece aberta. O PSB, legenda considerada provável destino, está sob comando do deputado federal Elias Vaz em Goiás e tem compromisso firmado com a pré-candidatura de Daniel Vilela (MDB). Dirigentes, porém, afirmam que o vice-presidente Geraldo Alckmin pode atuar politicamente para abrir espaço ao ex-governador na sigla, caso haja acordo nacional.
Outra possibilidade é a filiação ao PDT, especialmente se a deputada federal Flávia Morais deixar o partido. O cálculo interno considera tempo de TV, estrutura, alianças e viabilidade de composição com legendas que orbitam o governo federal.