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Kassab pressiona por reformulação no PSD de Goiás e avalia substituição de Vanderlan Cardoso

07/12/25

O PSD enfrenta dificuldades internas para formar uma chapa competitiva para deputado federal em Goiás e pode passar por mudanças estruturais no comando estadual. A avaliação é do presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, que exige que o partido apresente nomes e estrutura eleitoral capazes de garantir representação na Câmara Federal em 2026.

Atualmente presidido pelo senador Vanderlan Cardoso, o diretório goiano não dispõe de pré-candidatos consolidados. O único deputado federal eleito pela legenda, Ismael Alexandrino, mantém diálogo avançado com o PL e se aproxima politicamente de Gustavo Gayer, que pretende disputar o Senado no próximo ano. Sem base eleitoral organizada, Vanderlan tenta recompor o grupo com articulação conduzida por Joaquim Liminha, ex-vereador em Anápolis. O movimento busca atrair nomes como Francisco Júnior e Vilmar Rocha, mas ambos resistem à liderança do senador. Francisco, inclusive, é cotado para migrar ao MDB, sigla do pré-candidato ao governo Daniel Vilela.

O cenário levou Kassab a considerar substituir Vanderlan no comando regional. O impasse, porém, está na ausência de um sucessor com capacidade eleitoral e articulação suficientes para estruturar a chapa federal — objetivo central da direção nacional. Como o número de deputados federais define os recursos do fundo partidário, fundo eleitoral e tempo de propaganda em rádio e TV, a prioridade do PSD segue estratégica.

Entre os possíveis nomes avaliados estão o presidente da Federação da Agricultura de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner, e o próprio Ismael Alexandrino. Schreiner já conversou com Kassab, mas mantém projeto paralelo: integrar como vice a eventual candidatura de Daniel Vilela ao governo. Caso haja acordo entre ambos, o PSD pode ser repassado ao líder do setor agropecuário. Outra alternativa é Vilmar Rocha.

Nos bastidores, conforme o jornal Opção, integrantes da sigla avaliam que, se houver mudança no comando estadual, o partido poderia montar uma chapa com nomes como Gustavo Mendanha — ou sua esposa, Mayara Mendanha —, Vilmar Rocha, Francisco Júnior, Ismael Alexandrino e Marussa Boldrin, deputada ligada a Schreiner e que poderia acompanhá-lo em eventual migração partidária.

Por ora, Kassab aguarda quem apresentará o projeto mais consistente. A equação é direta: quem garantir estrutura eleitoral e captação de candidatos viáveis poderá assumir o PSD em Goiás. Até agora, nenhuma articulação avançou o suficiente para tirar Vanderlan Cardoso da presidência — nem para assegurar que permaneça.


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