Goiânia, 15/01/2026
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Gayer se distancia de Wilder e caminha para apoiar Daniel Vilela

23/12/25

Com o desgaste crescente do senador Wilder Morais dentro do PL, o deputado federal Gustavo Gayer avança para uma ruptura política que já é tratada como inevitável por lideranças partidárias. Interlocutores próximos avaliam que o parlamentar caminha para abandonar a candidatura de Wilder ao governo e, em movimento calculado, declarar apoio ao pré-candidato do MDB, Daniel Vilela, que assumirá o Executivo estadual nos próximos meses.

Pessoas próximas ao deputado federal Ismael Alexandrino, do PSD a caminho do PL, e ao ex-deputado estadual Samuel Almeida, ligado à Assembleia de Deus, relatam que a aproximação de Gayer com Daniel deixou de ser especulação e passou a integrar o centro da estratégia eleitoral. A avaliação é de que o cenário interno do PL tornou-se insustentável para uma aliança com Wilder. As informações são do Jornal Opção.

O diagnóstico dentro da legenda é praticamente consensual: Wilder é hoje o pré-candidato a governador do PL com os piores índices no país. Pesquisas internas e públicas o colocam em situação frágil, chegando, em alguns recortes, a ficar atrás da deputada federal Adriana Accorsi, do PT. Além disso, dirigentes apontam que o senador não conseguiu se firmar como um bolsonarista-raiz, mantendo um discurso considerado morno e pouco combativo, o que ampliou seu isolamento político.

Esse desgaste afeta diretamente os planos de Gustavo Gayer para o Senado. No entendimento de dirigentes do PL, a lógica eleitoral em Goiás é clara: o candidato ao governo precisa puxar votos para a chapa majoritária. Com Wilder enfraquecido, ocorreria o inverso, obrigando Gayer a sustentar uma candidatura vista como “mochila”, risco que poderia levá-lo a perder espaço para adversários como Gustavo Mendanha (PSD) ou Vanderlan Cardoso (PSD).

Diante desse quadro, cresce no PL a pressão para que Gayer formalize o desembarque. A leitura majoritária é de que, se quiser permanecer competitivo ao Senado, o deputado não terá alternativa além de se afastar de Wilder e compor com Daniel Vilela e Gracinha Caiado (União Brasil). Com prefeitos, vereadores e lideranças bolsonaristas já inclinados a essa aliança, o movimento de Gayer é visto menos como uma mudança de rota e mais como o desfecho natural de um isolamento político cada vez mais evidente.


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