Goiânia, 15/01/2026
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Gilvane Felipe mira eleitores de Lula e traça piso de 39% para a esquerda em Goiás

03/01/26

A pré-candidatura da esquerda ao Governo de Goiás em 2026 tem como foco central o eleitorado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em um estado no qual candidaturas estaduais desse campo político costumam enfrentar dificuldades, o desempenho do petista nas disputas presidenciais serve de referência para o planejamento eleitoral.

Um dos nomes sondados para a disputa é o do presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Gilvane Felipe. Ao comentar o cenário, ele lembrou que, em 2022, embora a candidatura petista ao governo não tenha alcançado dois dígitos, Lula obteve 39% dos votos válidos no primeiro turno em Goiás. É esse percentual que o dirigente considera como ponto de partida. “Temos que partir do piso de voto que Lula teve em 2022. Ele teve 39% de votos no primeiro turno. Esses 39% são votos mais fáceis de trabalharmos. Eu creio que a nossa candidatura, essa candidatura unificada da esquerda e centro-esquerda, tem que ter como alvo esse público”, afirmou ao portal Diário de Goiás.

Gilvane avalia que, mesmo sem favoritismo inicial, uma candidatura alinhada ao projeto nacional pode se tornar competitiva. “Se ela conseguir trabalhar bem, fazer esse vínculo entre a campanha estadual e a de reeleição de Lula, apresentar propostas que sejam factíveis e reais para a administração de Goiás, creio que podemos chegar perto disso e quem sabe ir para o segundo turno. É um grande desafio, mas creio que nessa eleição é factível”, disse.

O dirigente presidiu o Cidadania em Goiás até dezembro de 2023, quando deixou o comando após divergências com a executiva nacional sobre a posição da legenda na eleição municipal de Goiânia, em 2024. Desde então, aproximou-se de lideranças do PT e passou a ser citado como possível candidato ao governo estadual. “Fiquei muito lisonjeado por ter sido um dos nomes lembrados para essa disputa”, afirmou. “Nosso nome ser lembrado hoje, considero uma honra, principalmente por esse segmento de esquerda e centro-esquerda”, completou.

Gilvane Felipe já disputou o Executivo da capital em 2008, quando obteve cerca de 7% dos votos. Ele relembra a experiência como exemplo de construção política com poucos recursos. “Nós disputamos a prefeitura de Goiânia com êxito, com quase nenhum recurso, e obtivemos uma votação histórica, com uma campanha criativa e de conteúdo.”

Sobre a definição do nome que representará a esquerda em Goiás, o presidente do Iphan evita prazos e defende negociação. “(Faremos isso) Conversando, mexendo o doce e vendo como construir unidade”, afirmou. “O importante é que esquerda e centro-esquerda tenham uma candidatura unificada, não só para favorecer as candidaturas proporcionais, mas para ajudar a reeleição do presidente Lula.”


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