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Goianos se dividem ao comentar ataque dos EUA à Venezuela

03/01/26

Políticos de Goiás usaram as redes sociais na manhã deste sábado (3/1) para comentar o ataque atribuído aos Estados Unidos à Venezuela, episódio que intensificou a tensão internacional e provocou manifestações com leituras opostas no Estado.

O governador Ronaldo Caiado afirmou que a data deve “entrar para a história como o dia da libertação do povo venezuelano”, ao mencionar a captura do presidente Nicolás Maduro após a ofensiva. “Que a democracia, a liberdade e a prosperidade se instalem no país”, escreveu, pouco depois de declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a ação.

No mesmo sentido, o presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, Bruno Peixoto, avaliou que a captura de Maduro abre “chance real de liberdade, democracia e reconstrução” para a Venezuela, após duas décadas de opressão, em publicação nas redes.

Em posição oposta, a deputada federal Adriana Accorsi, presidente estadual do PT, repudiou os ataques e defendeu os princípios da independência, da autodeterminação dos povos e da não intervenção. Segundo ela, conflitos devem ser mediados pelo diálogo e pelo respeito entre países, com foco na preservação de vidas civis e na prevenção de uma escalada regional. A parlamentar afirmou ainda que forças democráticas precisam buscar soluções negociadas e pacíficas, com respeito às instituições venezuelanas.

O deputado federal Gustavo Gayer atribuiu a ofensiva à perda de paciência de Trump com o regime de Maduro e citou comunicado do governo venezuelano que decretou “comoção exterior” e convocou forças internas diante do que chamou de agressão imperialista.

A suposta prisão de Maduro também gerou comemorações. O ex-prefeito de Aparecida de Goiânia Gustavo Mendanha publicou imagem com a mensagem “Maduro capturado” e escreveu que a liberdade é valor inegociável, em solidariedade ao povo venezuelano.

Mais cedo, autoridades da Venezuela informaram que o país sofreu “agressão militar” após explosões em Caracas e em outras regiões durante a madrugada, o que levou à decretação de estado de emergência. Até então, o governo norte-americano não havia confirmado oficialmente a autoria. Segundo a emissora CBS News, fontes disseram que Trump ordenou o bombardeio. Relatos e imagens indicaram explosões, aeronaves e colunas de fumaça em pontos da capital a partir das 2h (6h de Brasília). O governo venezuelano citou ataques também em Miranda, Aragua e La Guaira e mobilizou forças de defesa.

Após os episódios, a vice-presidente Delcy Rodriguez exigiu provas de vida de Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, cujo paradeiro permaneceu desconhecido. Ela denunciou bombardeios na capital e em estados vizinhos, com mortes de civis, e afirmou que a defesa nacional foi acionada conforme instruções do presidente.


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