10/01/26
O ex-presidente Jair Bolsonaro encaminhou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, um pedido para receber “atendimento espiritual” na cela em que está preso, na superintendência da Polícia Federal em Brasília. A solicitação, enviada nesta sexta-feira (9/1), prevê a presença de dois líderes evangélicos. Um deles nasceu em Anápolis e iniciou a trajetória religiosa em Goiás.
Trata-se do bispo Robson Lemos Rodovalho, nascido em Anápolis em 1955. Ele fundou e preside a Igreja Sara Nossa Terra. Rodovalho atuou por anos na comunidade evangélica de Goiânia, ao lado do apóstolo César Augusto, da igreja Fonte da Vida, e do bispo Cirino Ferro. De acordo com registros biográficos, em 1992, após divergências com César Augusto, Rodovalho criou a Sara Nossa Terra em Brasília.
Além da atuação religiosa, o bispo tem formação acadêmica em Física pela Universidade Federal de Goiás (UFG), curso concluído em 1979. Anos depois, tornou-se professor concursado da própria universidade.
Rodovalho também passou pela política. Em 2006, foi eleito deputado federal pelo antigo PFL no Distrito Federal, legenda que hoje integra o União Brasil. Em 2009, filiou-se ao PP, e o Tribunal Superior Eleitoral decidiu pela perda do mandato por infidelidade partidária. “Na verdade, a decisão do TSE não chegou a ser efetivada, em razão do término da legislatura. Rodovalho não se candidatou à reeleição”, registra sua biografia.
O segundo nome indicado por Bolsonaro para o atendimento espiritual é o pastor Thiago de Araújo Macieira Manzoni. Ele exerce mandato de deputado distrital no Distrito Federal, preside a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Legislativa e atua como secretário-geral do PL no DF. A realização do encontro depende de autorização do STF.