Goiânia, 15/01/2026
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Novo admite abertura a Gayer, mas afasta negociação para 2026

11/01/26

O presidente do Partido Novo em Goiás, Alano Queiroz, afirmou que a sigla mantém abertura política para uma eventual filiação do deputado federal Gustavo Gayer (PL), mas negou qualquer negociação em curso com foco nas eleições de 2026, inclusive para o Senado.

Em declaração à coluna Domingos Ketelbey, do portal Mais Goiás, Alano disse que o nome de Gayer apareceu ao longo do tempo em conversas de caráter informal, sustentadas por afinidade de pautas. “O Novo sempre esteve de portas abertas para ele”, afirmou. Segundo o dirigente, não houve reunião formal, agenda política definida ou sinalização objetiva de que o parlamentar pretenda deixar o Partido Liberal.

Alano reforçou que os diálogos nunca avançaram para um estágio de negociação. “Essas conversas sempre foram em tom informal. Nunca houve nada sério, nada do tipo ‘a situação aqui piorou, vamos avançar’. Isso nunca aconteceu”, disse. De acordo com ele, nas interações mais recentes, Gayer indicava permanência no projeto do PL.

O presidente do Novo também minimizou informações sobre uma suposta conversa entre Gayer e o deputado federal Marcel van Hattem, liderança nacional da legenda. “Quando algo evolui de verdade, ele me liga. Nesse caso, não falou comigo. Isso indica que não avançou”, afirmou.

Além disso, Alano destacou mudança no cenário interno do partido. O Novo passou a contar com o delegado Humberto Teófilo como pré-candidato ao Senado. “Há dois meses, a gente não tinha candidato ao Senado. Hoje tem. Isso muda completamente a conjuntura”, disse.

Disputa
No plano estadual, Alano afirmou que a legenda busca evitar fragmentação do campo da direita em Goiás. O Novo mantém a pré-candidatura de Telêmaco Brandão ao governo, mas admite diálogo com o PL caso a sigla consolide candidatura própria. Atualmente, o PL trabalha a pré-candidatura do senador Wilder Morais ao Palácio das Esmeraldas. “O Novo não quer dividir a direita. Se houver um candidato claro do PL, a tendência é conversar e caminhar junto”, afirmou.

O dirigente ponderou que o cenário muda se o PL optar por compor com o MDB e apoiar o vice-governador Daniel Vilela. Nesse caso, o Novo deve manter candidatura própria ao governo. “Existe um eleitor de direita em Goiás que não se vê representado nessa composição, mesmo com o apoio do PL”, disse. Ao final, Alano resumiu a posição do partido: “A abertura existe. A negociação, hoje, não”.


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