14/01/26
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS tem identificado a participação de grandes igrejas e de líderes religiosos em esquemas de fraude contra aposentados e pensionistas. Segundo a parlamentar, a inclusão de nomes ligados a lideranças religiosas influentes nas investigações passou a gerar pressões políticas e religiosas para limitar o avanço dos trabalhos no Congresso.
As declarações foram dadas em entrevista ao SBT News. De acordo com Damares, desde que a CPMI passou a apurar a atuação de instituições e pastores de grande visibilidade, surgiram tentativas recorrentes de obstrução. Segundo ela, há pedidos para que determinadas apurações não sejam aprofundadas, sob o argumento de evitar frustração ou abalo emocional entre fiéis.
A senadora relatou que as investigações apontam o uso de igrejas e templos como canais de aproximação com aposentados e pensionistas. Conforme os relatos reunidos pela comissão, fiéis eram abordados em ambientes religiosos ou por pessoas ligadas às lideranças, sendo induzidos a autorizar descontos indevidos em benefícios do INSS ou a contratar empréstimos consignados sem pleno conhecimento das condições.
Diante da amplitude do esquema, que envolveria diferentes instituições financeiras, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), propôs a prorrogação dos trabalhos por mais 60 dias. O objetivo é aprofundar a análise das informações coletadas e consolidar os dados antes da apresentação do relatório preliminar, prevista para fevereiro.