Goiânia, 07/02/2026
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Vereadores de Rio Verde articulam afastamento de presidente da Câmara

07/02/26

Vereadores de Rio Verde, no Sudoeste de Goiás, articulam o afastamento do presidente da Câmara Municipal, Idelson Mendes (PRD), da Mesa Diretora enquanto durar a investigação que apura suspeitas de fraudes na área da educação. Idelson foi preso preventivamente na quinta-feira (5/2), no âmbito da 4ª fase da Operação Regra 3.

Segundo o radialista Costa Filho, da Rádio Morada do Sol FM, os parlamentares devem se reunir nesta sexta-feira (6/2). A expectativa é que os outros 20 vereadores assinem uma carta solicitando que o presidente se afaste do cargo até a conclusão das investigações.

Ao portal Folha Z, um vereador confirmou a informação e afirmou que o encontro deve ocorrer ainda na manhã desta sexta. Caso Idelson não aceite o afastamento voluntário, os parlamentares pretendem levar a proposta ao plenário.

A prisão preventiva foi decretada pela Justiça sob suspeita de envolvimento em irregularidades relacionadas à educação. A operação foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Goiás (MPGO).

De acordo com o MPGO, o esquema investigado buscava viabilizar a contratação de servidores na área da educação, com possível obtenção de vantagem financeira indevida por meio da cobrança de taxas de inscrição de candidatos. As apurações indicam que documentos teriam sido apresentados para simular a legalidade do processo, com possível auxílio de advogados contratados pela Câmara de Rio Verde.

A operação ocorreu simultaneamente em Rio Verde, Santa Helena de Goiás e Iporá. Foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão. Entre os alvos, três possuem ligação com o Legislativo de Rio Verde.

As investigações também apontam suspeitas envolvendo a empresa Delta Proto, associada ao delegado Dannilo Proto e à esposa dele, Karen Proto, que já haviam sido presos e denunciados em fases anteriores da operação. A defesa de Dannilo Proto informou que ainda não teve acesso aos autos relacionados ao processo de licitação do concurso e afirmou tratar-se de “um caso nítido de acusação excessiva”.

A defesa de Idelson Mendes declarou que ainda não teve acesso integral aos autos que fundamentaram a decisão judicial, o que, segundo os advogados, impede a análise detalhada dos motivos da prisão. Os defensores sustentam que a investigação está em fase inicial e que o acesso completo ao processo é essencial para o exercício do direito de defesa.

A defesa informou também que já adotou medidas jurídicas para buscar a soltura de Idelson, por considerar a prisão injusta e desnecessária neste momento, e reforçou confiança no devido processo legal para o esclarecimento dos fatos.


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