21/02/26
Ex-presidente do MDB metropolitano e ex-vice-prefeito de Goiânia, Agenor Mariano declarou apoio a Daniel Vilela (MDB) na disputa pelo Governo de Goiás e comentou a saída de Ana Paula Rezende do partido para compor como pré-candidata a vice na chapa do senador Wilder Morais (PL).
Aliado de Iris Rezende por décadas, Agenor relembrou a relação política e pessoal construída com o ex-governador. Segundo ele, acompanhou Iris em momentos fora do poder e depois atuou como secretário municipal por mais de dez anos na Prefeitura de Goiânia.
Ao jornal Opção, afirmou que suas considerações sobre Ana Paula não têm caráter pessoal. “É preciso construir a própria história, traçar os próprios caminhos”, disse. Para ele, “o legado de Iris Rezende é mais do MDB e dos emedebistas do que de uma pessoa em particular”.
Agenor sustentou que Ana Paula não apresentou projeto político interno antes de deixar o partido. “O que devo dizer, como ex-presidente do MDB, é que Ana Paula não se movimentou, de maneira efetiva, para tentar disputar um cargo pelo partido. Nunca procurou a direção do MDB para apresentar um projeto de disputa eleitoral. Afirma agora que foi desrespeitada, mas não informa ao público que era vice-presidente do partido”, declarou. “A rigor, nunca apresentou suas demandas políticas de maneira orgânica, informando ‘quero disputar tal cargo’. O diretório do MDB, altamente consolidado, nunca foi procurado pela filha de Iris Araújo”.
Ele também afirmou que houve sugestões para que Ana Paula disputasse cargos majoritários. “O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, sugeriu que disputasse a Prefeitura de Goiânia e, depois, que fosse vice de Sandro Mabel. Ana Paula não acatou nenhuma das sugestões”, disse.
Na avaliação de Agenor, a decisão não terá adesão interna relevante. “Iris Rezende e Maguito Vilela tinham divergências pontuais, mas dialogavam e adotavam um denominador comum. Porque eram maduros e leais.” Ele acrescentou: “Iris Rezende era estadista. Ele pensava na política para o povo. Ana Paula se comporta como anti-estadista, ou seja, agiu de maneira egoísta, pensando apenas em si”.
Por fim, Agenor afirmou que a saída do MDB enfraquece o simbolismo histórico da família no partido. “Ana Paula saiu ‘menor’ ao deixar o MDB para apoiar um candidato a governador pela extrema direita — a mesma que cassou o mandato de Iris Rezende, na década de 1960. Ele só pôde voltar a disputar mandato em 1982, quando foi eleito governador”.