Goiânia, 24/02/2026
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Agenor Mariano critica saída de Ana Paula do MDB e fala em decisão “egoísta”

23/02/26

Ex-presidente do MDB metropolitano e ex-vice-prefeito de Goiânia, Agenor Mariano comentou a saída de Ana Paula Rezende do partido e a aliança firmada por ela com o senador Wilder Morais (PL), de quem se apresenta como pré-candidata a vice. Em entrevista ao Jornal Opção, o emedebista afirmou que tem condições políticas e morais para analisar o episódio, em razão da relação histórica construída ao lado do ex-governador Iris Rezende.

Agenor relembrou sua trajetória política ao lado de Iris, desde o período em que o ex-governador estava afastado da vida pública até os anos de gestão na Prefeitura de Goiânia. Segundo ele, a proximidade entre os dois era marcada por confiança e diálogo direto, a ponto de ser reconhecido nos bastidores como um auxiliar que levava soluções ao então prefeito.

Ao comentar a decisão de Ana Paula, o ex-dirigente destacou que suas críticas têm caráter político, e não pessoal. Para ele, a saída do MDB estaria relacionada ao que chamou de “síndrome da realeza”, ao afirmar que, na política, é necessário construir a própria trajetória. Agenor também defendeu que o legado de Iris Rezende pertence ao partido e ao conjunto dos emedebistas, e não a uma única pessoa.

O ex-presidente do MDB metropolitano afirmou ainda que Ana Paula não teria buscado formalmente o partido para apresentar um projeto eleitoral. Segundo ele, mesmo ocupando a vice-presidência da legenda, ela não teria feito articulações internas para disputar cargos. Agenor também citou que sugestões políticas feitas pelo governador Ronaldo Caiado, como disputar a Prefeitura de Goiânia ou compor como vice, não foram aceitas.

Na avaliação de Agenor Mariano, a decisão de deixar o MDB e apoiar Wilder Morais foi marcada por uma escolha pessoal e sem respaldo interno na legenda. Apesar das críticas, ele afirmou manter respeito pela família de Iris Rezende e disse que nenhum nome relevante do MDB deve acompanhar o movimento. Para o ex-dirigente, o episódio contrasta com o perfil político de Iris Rezende, que, segundo ele, priorizava o diálogo e decisões coletivas.


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