25/02/26
A composição da chapa do senador Wilder Morais (PL) ao governo de Goiás gerou incômodo entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), após vir à tona o histórico político de Ana Paula Rezende, apontada como nome cotado para vice. Segundo informações publicadas pela coluna Bastidores, do Jornal Opção, integrantes do grupo bolsonarista não teriam recebido bem a informação de que ela participou da articulação que apoiou a eleição do petista Paulo Garcia à Prefeitura de Goiânia, em 2012.
Ana Paula Rezende atuou ao lado do ex-governador Iris Rezende na campanha que resultou na vitória de Paulo Garcia, então candidato do PT, eleito ainda no primeiro turno. O apoio do grupo político liderado por Iris foi considerado decisivo no cenário eleitoral da época, em que o petista enfrentava candidatos ligados à direita goiana.
O episódio passou a ser explorado nos bastidores do PL em meio às discussões sobre o alinhamento ideológico da chapa que pode disputar o governo estadual em 2026. Setores ligados ao bolsonarismo avaliam que o histórico político da possível vice pode gerar resistência entre eleitores mais conservadores e dentro da própria base partidária.
A movimentação ocorre em um momento de divisão interna no PL goiano, com diferentes grupos disputando influência sobre o projeto eleitoral do partido no Estado. Nos últimos dias, aliados próximos ao ex-presidente também têm demonstrado divergências em relação ao caminho a ser adotado pela legenda, especialmente sobre alianças e composição de candidaturas majoritárias.
Ana Paula Rezende, filha do ex-governador Iris Rezende, migrou recentemente para o PL, movimento que reposicionou seu grupo político dentro do cenário estadual. A aproximação com Wilder Morais é vista como tentativa de ampliar o arco político da legenda, mas também abriu espaço para críticas de setores que defendem maior rigor ideológico na formação da chapa.