Goiânia, 04/03/2026
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Goiás passa de déficit de R$ 2 bi em 2017 para caixa de R$ 9,8 bi em 2025

01/03/26

Entre o último ano completo da gestão de Marconi Perillo, em 2017, e o exercício mais recente do governo de Ronaldo Caiado, em 2025, as contas públicas de Goiás registraram mudança no resultado fiscal. Os dados indicam alteração no quadro financeiro do Estado no período que antecede duas transições de governo: Perillo transmitiu o cargo ao vice José Eliton em 2018, enquanto Caiado deve deixar o Executivo em março para o vice Daniel Vilela (MDB), que disputará a reeleição.

No encerramento de 2017, último ano integral da administração tucana, o Estado apresentava indisponibilidade de caixa de R$ 2,075 bilhões. O dado consta em relatório técnico do Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TCE-GO).

Segundo a Gerência de Controle de Contas do tribunal, houve “desequilíbrio financeiro das contas estaduais pela indisponibilidade de caixa para inscrição e quitação dos restos a pagar”, situação considerada irregular pela área técnica.

O quadro fiscal se agravou no ano seguinte. Em 2018, o déficit chegou a cerca de R$ 6,6 bilhões. Embora o resultado tenha sido registrado durante o governo de José Eliton, a origem do desequilíbrio remonta a anos anteriores. De acordo com a análise do TCE-GO, a trajetória de déficits orçamentários e financeiros começou em 2012 e se manteve até 2018.

Ao final de sete anos da gestão de Ronaldo Caiado, o Tesouro Estadual registra disponibilidade de caixa positiva de R$ 9,8 bilhões. A diferença em relação ao resultado de 2017 representa aumento próximo de R$ 12 bilhões. Se considerado o saldo negativo de 2018, a variação supera R$ 16 bilhões.

Os números indicam mudança no cenário das contas públicas estaduais no período. A comparação entre os dois momentos evidencia alteração no resultado fiscal e marca o encerramento de uma série de déficits registrada na década anterior.


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