02/03/26
O hacker Eduardo Henrique Amorim, de 19 anos, foi preso preventivamente nesta sexta-feira (27), durante operação realizada em Caldas Novas. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), ele é suspeito de invadir sistemas do Poder Judiciário e utilizar credenciais de um policial penal para acessar o Banco Nacional de Mandados. A investigação aponta que o jovem teria inserido documentos falsos no sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), incluindo mandados de prisão contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro Alexandre de Moraes.
De acordo com os investigadores, o suspeito possui amplo conhecimento em tecnologia da informação e teria participado de ataques cibernéticos registrados em janeiro deste ano contra protocolos de segurança de sistemas judiciais, como Renajud e Sisbajud. Essas plataformas são utilizadas para o cumprimento de ordens judiciais, restrições de veículos e bloqueios de valores financeiros.
As apurações indicam que Eduardo teria inserido mais de 90 mandados de prisão falsos no banco nacional, além de promover bloqueios indevidos de bens e contas bancárias de terceiros. Há também indícios de que ele comercializava, na dark web, acessos fraudulentos a sistemas informatizados do Judiciário.
A investigação aponta ainda que o grupo criminoso do qual o jovem faria parte atuava na venda ilegal de alvarás de soltura e baixas de mandados pela internet, permitindo a liberação irregular de detentos ou o impedimento de prisões em diferentes estados. Além de Eduardo, outras pessoas foram identificadas como integrantes do esquema, entre elas um adolescente de 15 anos e a mãe dele, presa em Brasília sob suspeita de administrar os lucros e prestar suporte logístico às atividades criminosas.