15/03/26
Uma reportagem publicada pela revista Veja em 10 de fevereiro de 2017 relatou a realização de uma “sabatina informal” com Alexandre de Moraes, então ministro licenciado da Justiça e indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF), em uma embarcação do senador Wilder Morais (PL-GO), em Brasília. O encontro ocorreu durante o processo de análise do nome de Moraes pelo Senado.
De acordo com o texto da publicação, um grupo de oito senadores participou da reunião com o indicado ao Supremo. “Um grupo de oito senadores fez uma ‘sabatina informal’ com o ministro licenciado da Justiça, Alexandre de Moraes, indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF), no barco do senador Wilder Morais (pP-Goiás), em Brasília, na terça-feira”, informou a reportagem.
O encontro ocorreu na chalana Champagne, descrita pela revista como uma casa flutuante pertencente ao senador goiano. “O encontro aconteceu na chalana Champagne, casa flutuante de Wilder”, registrou a publicação.
A relação entre o senador e o ministro voltou a ser citada em debates políticos recentes, sobretudo em discussões envolvendo o posicionamento de parlamentares ligados ao bolsonarismo em relação ao STF. Diferentemente de outros integrantes do PL que fazem críticas públicas a ministros da Corte, Wilder Morais tem adotado postura mais reservada sobre o tema.
No campo político, outro episódio citado por aliados do bolsonarismo envolve o senador Vanderlan Cardoso (PSD) e o deputado federal Gustavo Gayer (PL). Vanderlan acionou a Justiça contra o parlamentar, e integrantes do partido apontam que Wilder Morais não se manifestou em defesa do correligionário durante o processo.
Vanderlan Cardoso, que já se declarou bolsonarista, passou a integrar a base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após a eleição de 2022. O senador também mantém relação política com Wilder Morais, já que sua esposa, a empresária Izaura Cardoso, figura como suplente na chapa do senador goiano no Senado.
No cenário eleitoral em Goiás, Wilder Morais se colocou como pré-candidato ao governo estadual. Nos bastidores, lideranças ligadas ao bolsonarismo defendiam uma aliança com o vice-governador Daniel Vilela (MDB), o que poderia fortalecer a candidatura de Gustavo Gayer ao Senado. Ainda assim, Wilder decidiu manter a pré-candidatura ao governo.