12/04/26
O ex-governador de Goiás e pré-candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, formalizou em entrevista ao programa CB.Poder, do Correio Braziliense, sua entrada na disputa presidencial de 2026 com um discurso centrado em gestão administrativa, segurança pública e críticas à condução econômica do governo federal.
Aos 76 anos, Caiado afirmou que pretende se apresentar como alternativa à polarização nacional, defendendo uma política baseada em resultados concretos. Na entrevista, ele contrapôs sua trajetória administrativa ao que classificou como política de “likes”, dizendo que sua experiência em Goiás é marcada por entregas efetivas em áreas estratégicas.
Na economia, o presidenciável criticou a condução federal nas áreas de combustíveis e energia. Segundo ele, o país não avançou na ampliação da capacidade de refino e deixou de explorar plenamente seu potencial petrolífero. Caiado também condenou a pressão sobre estados e municípios em torno de subsídios aos combustíveis, afirmando que a prática compromete finanças locais.
Médico de formação, Caiado dedicou parte da entrevista à saúde pública. Ele relembrou o rompimento político com Jair Bolsonaro durante a pandemia, ao defender isolamento social e vacinação, e destacou a regionalização da saúde em Goiás, citando a construção de hospitais de alta complexidade como uma das marcas de sua gestão.
Na segurança pública, tema que classificou como seu principal “cartão de visitas”, o ex-governador voltou a defender o modelo implantado em Goiás como referência nacional. “O Goiás, hoje, é o estado que tem a maior segurança pública do Brasil”, afirmou, ao sustentar que o combate ao crime organizado exige comando direto dos governadores sobre as forças estaduais.
Ao tratar da polarização política, Caiado defendeu um gesto de pacificação nacional e disse que assinaria indulto aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, em proposta que comparou à postura adotada por Juscelino Kubitschek em momentos de crise institucional. Segundo ele, o país precisa encerrar o ciclo de confrontos para retomar o debate sobre temas estruturantes.
Encerrando a entrevista, Caiado reafirmou sua posição como democrata e declarou que pretende conduzir a campanha presidencial com foco em reconstrução institucional, diálogo político e respeito aos resultados eleitorais.