Goiânia, 14/06/2026
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Contrato da Limpa Gyn enfrentou ao menos 7 questionamentos antes de anulação

13/06/26

A anulação do contrato entre a Prefeitura de Goiânia e o Consórcio Limpa Gyn, determinada pela Justiça nesta semana, encerra uma sequência de questionamentos que acompanham o acordo desde a fase de licitação, iniciada em 2023. Ao longo do período, pelo menos sete procedimentos entre ações judiciais e processos de controle foram instaurados para contestar o certame e a execução dos serviços.

Entre os principais pontos levantados estão a adoção do critério de julgamento por técnica e preço e a classificação dos serviços de limpeza urbana. O Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM-GO) sustentou que atividades como coleta de lixo, varrição e remoção de entulho deveriam ser contratadas por pregão eletrônico e menor preço, por se tratarem de serviços comuns de engenharia.

A decisão que anulou o contrato teve como base laudo pericial que confirmou irregularidades já apontadas anteriormente, incluindo falhas no modelo de contratação e inconsistências nos cálculos utilizados para estimar volumes de resíduos.

Além das disputas judiciais, o contrato também foi investigado por uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara de Goiânia. O relatório final não apontou crimes ou desvio de recursos, mas registrou falhas administrativas na execução contratual, especialmente nos mecanismos de medição dos serviços prestados. Mesmo com a nulidade reconhecida pela Justiça, a prestação dos serviços não será interrompida de imediato. A decisão mantém o contrato em vigor por até 12 meses, prazo destinado à realização de uma nova licitação e à garantia da continuidade da limpeza urbana na capital.


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