Goiânia, 14/06/2026
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PDT pode enfrentar intervenção nacional se apoiar Marconi em Goiás

13/06/26

Uma articulação interna no PDT de Goiás tem provocado divergências entre integrantes da legenda e pode resultar em reação da direção nacional do partido. Segundo pedetistas ouvidos pelo Jornal Opção, a possibilidade de apoio à pré-candidatura do ex-governador Marconi Perillo (PSDB) ao Governo de Goiás contraria a orientação política defendida pela executiva nacional.

De acordo com fontes ligadas ao partido, dirigentes estaduais trabalham para aproximar o PDT do projeto liderado por Marconi Perillo, afastando a legenda de uma composição com o PT em Goiás. A movimentação também incluiria a tentativa de garantir uma vaga na disputa ao Senado dentro da chapa tucana.

Um dos pedetistas afirma que a estratégia prevê substituir o espaço atualmente atribuído ao empresário Iure Castro, indicado pelo Cidadania, por um nome ligado ao PDT. “O projeto é compor com Marconi Perillo e tomar a vaga de Iure Castro, o político apresentado pelo Cidadania para o Senado na chapa do tucano”, declarou.

A movimentação ocorre em meio às discussões sobre a formação das chapas para as eleições de 2026. Segundo integrantes da legenda, havia a expectativa de que o partido lançasse Mundim ao Senado em uma aliança com o pré-candidato petista ao governo, Luís Cesar Bueno. No entanto, setores da direção estadual teriam alterado o rumo das negociações.

Integrantes do PDT alinhados à direção nacional sustentam que a orientação do presidente da sigla, Carlos Lupi, é priorizar alianças com o PT nos estados. Como exemplo, citam o acordo firmado no Rio Grande do Sul, onde o PT retirou candidatura própria para apoiar a pedetista Juliana Brizola.

“Nos estados, a orientação nacional do PDT é buscar entendimento com o PT. Por isso, a tendência seria apoiar o candidato petista ao governo em Goiás, e não uma composição com o PSDB”, afirmou uma fonte ligada ao partido. Outro integrante da legenda foi além e avaliou que uma eventual aliança com Marconi Perillo pode provocar medidas por parte da executiva nacional. “Acredito até que o PDT de Goiás poderá sofrer, em breve, intervenção da direção nacional”, afirmou.

As divergências expõem o debate interno sobre os rumos da legenda em Goiás e a definição de alianças para a disputa eleitoral do próximo ano, cenário que ainda deve passar por novas negociações entre as lideranças estaduais e nacionais do partido.


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