02/08/26
O PCdoB apresentou uma nova identidade visual para as eleições de 2026 e passou a incorporar as cores da bandeira brasileira à sua marca oficial. Além do vermelho, tradicionalmente associado à legenda, o novo logotipo reúne verde, amarelo e azul, em uma estratégia que, segundo o partido, busca aproximar a identidade política da "brasilidade". O anúncio foi feito por meio das redes sociais da legenda. Na publicação, o partido afirma que a nova marca traduz um projeto nacional fundamentado em "soberania, democracia e desenvolvimento".
O PCdoB também explica que o conceito gráfico faz referência aos pilares da arquitetura de Brasília e utiliza formas que remetem a pessoas com os braços erguidos. "A nova marca dá forma a essa visão. Inspirada nos três vértices do projeto e nos pilares da arquitetura de Brasília, sua geometria também revela pessoas de braços erguidos, expressando esperança, alegria e conquista coletiva", informou o partido.
Apesar da reformulação, o vermelho permanece como elemento central da identidade visual da legenda. Segundo o PCdoB, as novas cores reforçam a conexão com o país, sem abandonar a trajetória histórica do partido. "Verde, amarelo e azul conectam a marca ao Brasil. O vermelho incorpora a identidade e a força transformadora do PCdoB. Juntas, as cores afirmam soberania, história e compromisso com o futuro", acrescenta a publicação.
A mudança ocorre em um momento de disputa política em torno dos símbolos nacionais. Nos últimos anos, o verde e o amarelo passaram a ser associados com maior frequência a manifestações promovidas por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), especialmente durante atos políticos e eleitorais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por sua vez, tem defendido que partidos e militantes de esquerda também utilizem as cores da bandeira nacional e a camisa da Seleção Brasileira. Em discurso realizado em 30 de maio, Lula afirmou que os símbolos nacionais não pertencem a um único grupo político. "Essa é uma coisa que a esquerda vai ter que aprender a fazer: a gente vai ter que, nessa Copa do Mundo, andar de verde e amarelo para não deixar que as cores do Brasil sejam tomadas por nenhum fascista", declarou o presidente na ocasião.