05/09/26
O governador e candidato à reeleição Daniel Vilela (MDB) rebateu nesta sexta-feira (4) as críticas de adversários sobre a situação das contas públicas de Goiás e descartou a possibilidade de atraso no pagamento dos servidores estaduais. Durante sabatina ao portal Mais Goiás, o emedebista classificou os questionamentos como “absolutamente risíveis” e direcionou parte da resposta ao ex-governador Marconi Perillo (PSDB).
Ao tratar do assunto, Daniel afirmou que os adversários desconhecem a atual situação financeira do Estado e comparou o cenário com aquele registrado no fim de 2018, quando Marconi já havia deixado o governo e José Eliton (PSDB) comandava o Palácio das Esmeraldas. “Estão vivendo em outro planeta. Marconi, como morou oito anos em São Paulo, desconhece completamente o Estado de Goiás. Isso aí, talvez, ele esteja lembrando do Estado que ele deixou em 2018, com folha de pagamento atrasada, com antecipação de ICMS do setor produtivo que ele fez ao longo do último mandato dele”, afirmou.
Daniel também questionou os argumentos apresentados pelos adversários sobre a capacidade do Estado de manter despesas e investimentos nos próximos meses. “Ou eles estão faltando com a verdade ou eles desconhecem completamente a realidade fiscal do nosso Estado”, declarou, ao ser questionado especificamente sobre a possibilidade de o funcionalismo voltar a enfrentar atraso salarial, o governador respondeu que esse cenário está “descartado”.
Daniel cita avaliação do Tesouro Nacional
Para sustentar sua posição sobre as contas estaduais, Daniel recorreu à Capacidade de Pagamento (Capag), indicador utilizado pelo Tesouro Nacional para avaliar a situação fiscal de Estados e municípios e a capacidade dos entes de assumir novas operações de crédito. Goiás possui atualmente classificação B+ na avaliação geral e nota A no indicador de liquidez. Em 2018, o Estado estava enquadrado na categoria C.
Segundo Daniel, o Governo de Goiás contesta a nota geral atual por entender que os indicadores estaduais já permitiriam alcançar classificação A na Capag. A discussão sobre as contas públicas passou a integrar o confronto entre os candidatos ao Governo de Goiás nesta fase da campanha. Enquanto adversários levantam dúvidas sobre a capacidade financeira do Estado, Daniel utiliza os indicadores fiscais para rebater a possibilidade de dificuldades com despesas e pagamento do funcionalismo.
Ao responder às críticas, o governador também buscou estabelecer uma comparação política com a administração estadual de 2018. O argumento utilizado por Daniel é de que o cenário citado pelos adversários se aproxima das dificuldades enfrentadas pelo próprio Estado ao final do ciclo de governos do PSDB. Com a reação, Daniel leva a situação fiscal de Goiás para o debate eleitoral e procura transformar as críticas dos adversários em um contraponto entre o cenário atual das contas estaduais e aquele registrado antes da mudança de governo ocorrida em 2019.