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Márcio Corrêa fortalece Gayer e Major Vitor Hugo e expõe divisão no PL de Goiás

05/09/26

O prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), tornou-se um dos principais pontos de apoio das campanhas de Gustavo Gayer ao Senado e Major Vitor Hugo à Câmara dos Deputados em Goiás. A movimentação ocorre em meio a divisões internas no PL e ao distanciamento de parte das lideranças municipais em relação à candidatura do presidente estadual da sigla, Wilder Morais, ao Governo de Goiás.

A avaliação é de uma análise publicada pelo Jornal Opção, que aponta Corrêa como responsável por oferecer base política aos dois nomes identificados com o bolsonarismo no Estado. O prefeito também apoia Flávio Bolsonaro na disputa pela Presidência, embora tenha optado por Daniel Vilela (MDB), adversário de Wilder, na eleição para governador.

Segundo a publicação, a influência do prefeito ganha peso porque Anápolis possui o terceiro maior eleitorado de Goiás. No caso de Gayer, Corrêa também participa de articulações em municípios do interior, onde o candidato ao Senado busca ampliar sua rede de apoio para além da presença que mantém nas redes sociais. A análise sustenta que essa estrutura contribuiu para ampliar a presença política de Gayer na disputa. 

O deputado federal aparecia em segundo lugar na pesquisa Quaest para o Senado citada pela publicação. Major Vitor Hugo também tem no prefeito de Anápolis um dos principais aliados para sua candidatura a deputado federal. A expectativa apresentada pelo Jornal Opção é de que a combinação entre bases eleitorais em Goiânia e Anápolis favoreça sua votação.

O cenário leva a publicação a questionar o papel desempenhado por Wilder no fortalecimento das candidaturas do próprio PL. Segundo a análise, Gayer e Major Vitor Hugo possuem maior identificação com o eleitorado bolsonarista, mas encontram em Márcio Corrêa, e não no presidente estadual da legenda, uma de suas principais estruturas de apoio.

Análise aponta isolamento de Wilder no PL
A situação também é relacionada à decisão de Wilder de disputar o Governo de Goiás. Para o Jornal Opção, o senador priorizou seu projeto eleitoral ao rejeitar uma composição com Daniel Vilela e com o grupo político do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD). Na avaliação da publicação, uma aliança poderia ampliar as possibilidades eleitorais do PL nas disputas pelo Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa. Com candidatura própria ao governo, o partido enfrenta um cenário diferente. Wilder aparecia com 12% das intenções de voto e na terceira posição na pesquisa Quaest mencionada pelo jornal.

A análise projeta que o PL poderá eleger dois ou, no máximo, três deputados federais. Entre os nomes apontados com maior possibilidade estão Major Vitor Hugo, Magda Mofatto e Fred Rodrigues. O texto também afirma que poucos prefeitos de maior expressão eleitoral do PL participam de forma efetiva da campanha de Wilder. Parte dos gestores teria optado por outros candidatos ao Governo de Goiás ou adotado uma posição de distanciamento em relação à disputa estadual.

Entre os exemplos está o prefeito de Novo Gama, Carlinhos do Mangão (PL), que não apoia Wilder. Márcio Corrêa seguiu caminho semelhante ao declarar apoio à reeleição de Daniel, embora tenha permanecido no partido e mantenha suas alianças com candidatos bolsonaristas nas demais disputas.

Jornal questiona perfil bolsonarista de Wilder
O Jornal Opção também questiona a identificação de Wilder com o bolsonarismo. A análise sustenta que o senador possui um perfil político mais próximo do centro e cita como exemplo sua postura em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao ministro Alexandre de Moraes. A avaliação contrasta Wilder com Gayer e Major Vitor Hugo. O primeiro construiu sua trajetória política a partir da identificação com Jair Bolsonaro e da atuação nas redes sociais. O segundo também mantém relação política com o ex-presidente e foi líder do governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados.

Mesmo integrantes da campanha de Wilder, Gayer e Major Vitor Hugo concentram esforços, segundo a publicação, nas próprias candidaturas e nas articulações com seus aliados. Nesse cenário, Márcio Corrêa ocupa uma posição que ultrapassa os limites de Anápolis. Ao manter alianças com Gayer e Major Vitor Hugo e circular com o candidato ao Senado pelo interior, o prefeito amplia sua influência sobre candidaturas do PL mesmo sem apoiar o presidente estadual do partido na corrida pelo Palácio das Esmeraldas. A análise do Jornal Opção chega a apontar a possibilidade de Gayer assumir o comando estadual do PL caso seja eleito senador.


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