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Negona do Bolsonaro acusa PL de perseguição após ser barrada em sede do partido

06/09/26

A influenciadora Vanessa Silva, conhecida como Negona do Bolsonaro e candidata ao Congresso pelo PL, acusou o próprio partido de perseguição após afirmar que foi impedida de entrar na sede da legenda, no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (4/9). Em vídeo publicado nas redes sociais, ela relatou que cinco seguranças formaram uma barreira na entrada do prédio e disse ter sido tratada “como um monte de merda”.

Segundo Vanessa, a ida ao diretório tinha como objetivo obter informações sobre sua situação dentro do PL e conversar com representantes da legenda. A candidata afirma que recebeu, por duas vezes, a informação de que não poderia acessar as dependências do partido. “Formou-se um paredão com cinco, cinco seguranças aqui, e eu pedi pra que nenhum deles tocasse em mim”, afirmou.

A influenciadora disse que se sentiu humilhada com o tratamento recebido e associou o episódio a uma perseguição dentro do partido pelo qual disputa a eleição. “Eu fui tratada como um monte de merda. Além da perseguição do Estado, eu estou também sendo perseguida pelo próprio Partido Liberal”, declarou. O episódio ocorre em meio a outro impasse eleitoral enfrentado por Vanessa. A Justiça Eleitoral impediu a candidata de utilizar o sobrenome do ex-presidente Jair Bolsonaro nas urnas.

Vanessa relata encontro com Michelle Bolsonaro
Vanessa afirma que, após ser impedida de subir, solicitou que alguém fosse chamado para esclarecer o motivo da restrição. Segundo ela, o pedido não resolveu o impasse. A candidata anunciou que pretende recorrer à Justiça para obter as imagens das câmeras de segurança do edifício. “Eu pedi para que telefonassem para chamar... Fui informada pela segunda vez de que eu não poderia entrar nas dependências do PL. Inclusive, eu vou pedir a quebra do sistema de câmeras para poder comprovar tudo isso”, disse.

Ao relatar a atuação dos seguranças, Vanessa afirmou que foi recebida como se tivesse cometido algum crime. “Os fósseis, olha ali, fizeram uma barreira de cinco. Fui recebida como se eu fosse uma criminosa”, declarou. A candidata também contou que pediu para conversar com Michelle Bolsonaro. De acordo com sua versão, a ex-primeira-dama desceu até a recepção acompanhada de um segurança, conversou com ela e a cumprimentou, mas Vanessa permaneceu sem autorização para acessar o andar onde funcionava a estrutura partidária. “Eu, calmamente, fiquei no meu lugar, pedi para que chamassem a Michelle Bolsonaro. Ela desceu com o guarda-costas, me cumprimentou, conversou comigo... Mas eu não pude subir”, relatou.

Candidata amplia críticas ao PL
Vanessa estendeu as críticas à forma como, segundo ela, outros integrantes ligados ao ex-presidente são tratados dentro do partido. A candidata afirmou que o episódio não seria um caso isolado. “Diversos bolsonaristas, amigos de Jair Messias Bolsonaro, estão sendo humilhados no Partido Liberal”, disse. A influenciadora afirma que ingressou no PL por influência de Bolsonaro e sustenta manter relação próxima com o ex-presidente.

 Segundo Vanessa, Bolsonaro já havia se colocado à disposição para ajudá-la. Ela também disse que pretendia gravar um vídeo com ele durante a passagem pela sede partidária. O conflito ocorre durante a campanha eleitoral e em um momento no qual Vanessa afirma enfrentar dificuldades para manter sua estrutura. A candidata disse que pode encerrar contratos com prestadores de serviços, devolver veículos usados pela equipe e deixar o comitê eleitoral.

Caso isso ocorra, Vanessa afirma que poderá conduzir o restante da campanha a partir de casa. Ela também se apresenta como segunda suplente de vereadora no Rio de Janeiro e diz representar eleitores bolsonaristas e trabalhadores que, na avaliação dela, não encontram espaço dentro da estrutura partidária.

Vanessa anuncia boletim de ocorrência
Após o episódio, a candidata anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra uma dirigente do PL e uma funcionária que, conforme seu relato, teria rido durante um atendimento telefônico. Vanessa também disse que buscará judicialmente as imagens das câmeras do prédio para comprovar sua versão sobre a barreira formada pelos seguranças. “Eu não vou admitir ser tratada como bosta aqui dentro. Eu vou até o fim das últimas consequências pra defender a minha honra contra essa humilhação, esse constrangimento que eu passei aqui”, afirmou.

As acusações foram apresentadas por Vanessa em vídeo publicado nas redes sociais. Até o momento, não há manifestação do PL sobre a versão da candidata nem confirmação de que o boletim de ocorrência havia sido registrado ou de que a Justiça tivesse determinado a entrega das imagens das câmeras.


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