Goiânia, 13/10/2026
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Rubens Otoni afirma que Aava Santiago teria sido eleita deputada federal pelo PT

11/10/26

O deputado federal Rubens Otoni (PT) afirmou que a vereadora de Goiânia Aava Santiago (PSB) teria conquistado uma cadeira na Câmara dos Deputados caso tivesse aceitado o convite para se filiar ao Partido dos Trabalhadores antes das eleições de 2026. A declaração foi feita durante entrevista à Rádio Manchester, na sexta-feira (9/10), após a parlamentar receber 123.311 votos na disputa de 4 de outubro e, mesmo com a votação, não conseguir se eleger.

Segundo informações publicadas pelo Anápolis Diário, Rubens avaliou que a entrada de Aava no PT poderia ter ampliado a representação da esquerda goiana no Congresso Nacional. O deputado ressaltou que não costuma lamentar decisões que ficaram no passado, mas considerou que a escolha partidária da vereadora teve influência sobre o resultado eleitoral. Aava terminou a disputa como a sétima candidata mais votada para deputada federal em Goiás. 

Apesar do desempenho individual, ficou fora da distribuição das 17 cadeiras destinadas ao estado na Câmara dos Deputados, uma vez que o PSB não obteve votos suficientes para conquistar uma vaga pelas regras do sistema proporcional. O resultado chamou a atenção pela diferença entre a votação alcançada pela vereadora e a quantidade de votos recebida pelos demais candidatos de sua legenda. 

Como presidente estadual do PSB, Aava participou da organização da chapa para a disputa federal, mas o partido não conseguiu reunir apoio eleitoral suficiente para garantir representação em Brasília. A possibilidade de filiação de Aava Santiago ao Partido dos Trabalhadores foi discutida em julho deste ano, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um convite para que a vereadora deixasse o PSB. Na ocasião, Lula chegou a mencionar a possibilidade de ela disputar uma das duas vagas ao Senado por Goiás.

A parlamentar, entretanto, optou por permanecer no Partido Socialista Brasileiro e disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados. A decisão levou em consideração sua posição na direção estadual da legenda e a avaliação de que sua candidatura seria necessária para ampliar as chances eleitorais do PSB. Na época, Aava argumentou que sua saída poderia comprometer a capacidade do partido de conquistar uma vaga de deputado federal em Goiás. A estratégia, porém, não produziu o resultado esperado nas urnas, apesar dos mais de 123 mil votos recebidos pela vereadora.

O desempenho individual não foi suficiente para superar as exigências do sistema proporcional, no qual a distribuição de cadeiras considera, além dos votos de cada candidato, o total obtido pelos partidos e federações. A diferença entre a votação de Aava e a dos demais integrantes da chapa do PSB foi um dos fatores que marcaram o resultado da legenda. Tales de Castro, segundo candidato mais votado do partido, recebeu 4.564 votos.

Os outros 17 nomes apresentados pela sigla na disputa federal somaram 34.938 votos, conforme os números publicados pelo jornal. O desempenho demonstra a concentração da votação do PSB na candidatura de Aava, sem uma contribuição equivalente dos demais concorrentes para alcançar o quociente eleitoral. Embora tenha figurado entre os candidatos mais votados de Goiás, a vereadora não conseguiu transformar sua votação em uma cadeira na Câmara dos Deputados. 

O episódio evidencia uma característica do sistema proporcional brasileiro: candidatos com votações inferiores podem conquistar mandatos quando seus partidos ou federações alcançam os critérios estabelecidos pela legislação eleitoral. A situação também passou a integrar as discussões sobre as estratégias adotadas pelos partidos na formação das chapas para a eleição de deputados federais, especialmente entre as legendas que não conseguiram eleger representantes.

PT reelege Rubens Otoni e Adriana Accorsi
Enquanto o PSB terminou a disputa sem representação na bancada federal de Goiás, o Partido dos Trabalhadores reelegeu dois deputados. Rubens Otoni conquistou seu sétimo mandato consecutivo na Câmara Federal, enquanto Adriana Accorsi garantiu a permanência no Congresso Nacional para mais quatro anos. Adriana recebeu 177.103 votos e terminou a eleição como a segunda candidata mais votada para deputada federal no estado. O resultado contribuiu para a manutenção das duas cadeiras conquistadas pelo PT.

Na avaliação de Rubens, a presença de Aava na chapa petista poderia ter ampliado a votação da legenda e favorecido a eleição de mais uma representante da esquerda goiana. A afirmação, entretanto, representa uma projeção política do deputado, já que não é possível assegurar que a distribuição dos votos seria a mesma caso a vereadora tivesse concorrido por outro partido. A análise também considera que o PT já contava com candidatos de votação expressiva e uma estrutura partidária capaz de alcançar o quociente necessário para participar da distribuição das vagas.


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