31/10/26
O senador Flávio Bolsonaro (PL) voltou a se manifestar nas redes sociais, na sexta-feira (30/10), após deixar o Brasil depois da derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições. Durante uma transmissão ao vivo, o parlamentar questionou o resultado das urnas, sem apresentar provas de irregularidades, e afirmou que poderá disputar novamente a Presidência da República antes de 2030.
“Eu não estou falando de 2030, não, eu estou falando de antes disso”, declarou Flávio, ao agradecer os quase 60 milhões de votos recebidos na eleição. O senador também afirmou que pretende continuar sua atuação política mesmo fora do país. Flávio deixou o Brasil após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a entrega de seus passaportes e proibir sua saída do território nacional.
O parlamentar é investigado em um inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Na transmissão, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que decidiu viajar aos Estados Unidos com a esposa e as filhas por temer uma perseguição judicial. Ele também negou que sua saída representasse fraqueza e declarou: “Eu não saí do Brasil. Eu saí pelo Brasil”.
O senador voltou a colocar em dúvida a legitimidade da eleição presidencial, embora não tenha apresentado provas de fraude. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reconheceu a vitória de Lula, que recebeu 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro. A possibilidade de uma nova disputa presidencial antes de 2030 está relacionada à intenção anunciada pelo senador de questionar judicialmente a eleição.
Flávio pretende pedir a cassação da chapa de Lula e Geraldo Alckmin por suposto abuso de poder político e econômico. Uma eventual nova eleição dependeria de decisão da Justiça Eleitoral e da comprovação das irregularidades alegadas. Até o momento, não há decisão que coloque em dúvida o resultado oficial da votação. Durante a transmissão, Flávio também pediu que seus apoiadores permaneçam mobilizados e declarou apoio ao senador Rogério Marinho (PL) para a presidência do Senado.