05/11/26
As campanhas dos 58 deputados estaduais e federais eleitos por Goiás em 2026 somaram R$ 62,4 milhões em despesas contratadas, o equivalente a R$ 16,22 por voto recebido. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e consideram os 3,8 milhões de votos obtidos pelos 17 deputados federais e 41 estaduais eleitos em outubro. As informa
Entre os deputados federais, Silvye Alves (União Brasil) registrou o maior custo por voto, de R$ 38,40. Reeleita com 78,3 mil votos, a parlamentar declarou R$ 3 milhões em despesas, sendo R$ 981 mil destinados à militância e mobilização de rua. Já Magda Mofatto (PL) teve a campanha mais cara em valores absolutos, com R$ 3,2 milhões em gastos contratados, acima do limite de R$ 3,1 milhões estabelecido para o cargo.
Na outra ponta, Fred Rodrigues (PL) apresentou a menor despesa entre os deputados federais eleitos, com R$ 1,1 milhão. Com 152,3 mil votos, seu custo médio foi de R$ 7,55 por eleitor. O principal investimento foi em impulsionamento de conteúdo nas redes sociais, que consumiu R$ 489 mil. Ao todo, os 17 deputados federais eleitos gastaram R$ 41,4 milhões, com média de R$ 20,44 por voto.
Na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Graciele da Arte Trigo (Agir) liderou o custo por voto, com R$ 29,31. Eleita com 37,2 mil votos, declarou despesas de R$ 1,09 milhão. Já Jamil Calife (PP) registrou a campanha estadual mais cara, com R$ 1,1 milhão em gastos. Os 41 deputados estaduais eleitos somaram R$ 20,9 milhões em despesas, com custo médio de R$ 11,52 por voto.
A menor despesa entre os eleitos para a Alego foi registrada por Carol do Amiltinho (MDB), com R$ 109 mil. A parlamentar entrou na disputa após a morte do marido, o deputado Amilton Filho, e recebeu 109 mil votos, a maior votação para deputado estadual em Goiás. Considerando também os R$ 505,9 mil gastos anteriormente pela campanha de Amilton, o custo médio foi de R$ 5,64 por voto.
Somadas as campanhas de todos os candidatos a deputado estadual e federal em Goiás, incluindo os não eleitos, as despesas chegaram a R$ 176,2 milhões. Os maiores gastos foram com militância e mobilização de rua (R$ 36,3 milhões), materiais impressos (R$ 29,6 milhões) e pessoal (R$ 28,4 milhões). O prazo para entrega das prestações de contas terminou na terça-feira (3/11), mas o TSE ressalta que os valores ainda podem sofrer alterações durante a análise e eventual retificação dos dados.