27/08/25
O processo de representações envolvendo os deputados estaduais Amauri Ribeiro (União Brasil) e Bia de Lima (PT) continua sem andamento no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). O presidente do colegiado, deputado Charles Bento (MDB), reconheceu que ainda não conseguiu reunir os membros para definir a relatoria e iniciar a análise das denúncias.
Segundo Bento, a dificuldade principal é garantir o quórum mínimo para deliberações. “Infelizmente, a dificuldade é reunir os deputados, conversar com eles. Como toda comissão, é preciso ter uma quantidade mínima de membros para deliberar, e isso tem travado o processo”, afirmou. Ele garantiu, no entanto, que pretende intensificar as articulações para realizar a primeira reunião do conselho nesta legislatura.
As representações cruzadas foram apresentadas após embates acalorados entre os dois parlamentares em plenário. Amauri Ribeiro chamou Bia de Lima de “papa-anjo” e “pedófila” em resposta a uma declaração da deputada, que, em entrevista, disse preferir homens mais jovens. A troca de acusações se estendeu nos bastidores e levou Bia a acionar a presidência da Casa com um pedido de providências.
O presidente da Alego, Bruno Peixoto (UB), afirmou que a Mesa Diretora agiu rapidamente para encaminhar o caso ao Conselho de Ética assim que as discussões ultrapassaram o limite do debate político. Ele disse também que tem cobrado celeridade do colegiado.
Pelo regimento interno, as punições previstas para esse tipo de caso vão de advertência à cassação do mandato. O procurador da Comissão de Ética, deputado Júlio Pina (SD), já adiantou que o colegiado será “rígido” na análise. Enquanto a primeira reunião não acontece, porém, o processo segue parado e sem definição sobre o futuro dos parlamentares envolvidos.