Goiânia, 29/11/2025
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Vídeo de Bruno Peixoto simula tortura e gera críticas sobre decoro na Alego

01/09/25

Em uma cena polêmica e de gosto duvidoso, o deputado Bruno Peixoto (União Brasil), presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, virou assunto nas redes sociais no último domingo (30/8). Para anunciar a banca examinadora responsável pelo concurso da Alego, o parlamentar publicou um vídeo no qual aparece com as mãos amarradas, sendo submetido a uma simulação de tortura por afogamento dentro de um tonel com água. No registro, um homem negro empurra repetidas vezes a cabeça de Bruno para dentro do recipiente, até que ele “cede” e anuncia a realização do certame.

A performance chamou atenção pelo tom risível e pelo constrangimento público a que o presidente do Legislativo estadual se submeteu em busca de engajamento digital. A tentativa de transformar um comunicado institucional em entretenimento para redes sociais acabou gerando críticas sobre a falta de decoro esperada de quem ocupa cargo de tamanha relevância.

Mais do que um vídeo mal calculado, a encenação levanta questionamentos sobre os limites da comunicação política nas plataformas digitais. Se por um lado é legítimo que gestores busquem linguagens menos formais para se aproximar da população, por outro, espera-se responsabilidade e sobriedade na forma de tratar assuntos ligados à administração pública.

Além disso, a escolha da cena é vista como desrespeitosa com as vítimas de tortura, prática violenta e traumática que marcou diferentes contextos históricos e que ainda causa dor a muitas pessoas. A banalização desse tipo de violência em nome de “likes” amplia a repercussão negativa do episódio.

No fim, o vídeo que pretendia ser criativo e engajador acabou transformando-se em mais um motivo de desgaste para a imagem institucional da Assembleia Legislativa e do próprio deputado Bruno Peixoto.


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