Goiânia, 29/11/2025
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Wilder, Gayer e Marconi devem selar aliança para 2026

01/09/25

A oposição em Goiás se movimenta para 2026 com a reedição de um velho enredo: o senador Wilder Morais (PL) retoma a aproximação com o ex-governador Marconi Perillo (PSDB), agora também com a presença do deputado federal Gustavo Gayer (PL). A aliança, que já teve como fiador o contraventor Carlinhos Cachoeira no passado, volta ao centro do debate político estadual, mas desta vez carregada pelo peso de derrotas eleitorais e por escândalos que rondam seus protagonistas.

Marconi, que comandou Goiás por quatro mandatos, amarga duas derrotas consecutivas nas urnas — em 2018 e 2022 — e chega à disputa de 2026 com capital político reduzido. Sua estratégia passa a depender da força de Wilder e do discurso mais radical de Gayer, que tenta ocupar espaço no eleitorado bolsonarista.

O senador Wilder Morais, por sua vez, retoma a velha parceria com Marconi, agora em um novo contexto. O movimento repete a lógica de alianças costuradas em períodos anteriores, sempre cercadas de interesses pragmáticos, mas pouco capazes de apresentar um projeto consistente para o futuro do estado.

Já Gustavo Gayer carrega um histórico que fragiliza sua imagem pública. O deputado responde a inúmeros processos na Justiça e já foi flagrado dirigindo alcoolizado em um acidente que resultou em mortes. Mesmo assim, tenta se colocar como rosto da “renovação” de uma direita que ainda carece de credibilidade para enfrentar o grupo governista.

Nesse cenário, a possível aliança entre Wilder, Gayer e Marconi nasce sob o signo da contradição: três nomes que buscam se reinventar politicamente, mas que carregam nas costas derrotas recentes, escândalos e vínculos com figuras do submundo político goiano. Em vez de oferecer uma alternativa sólida à sucessão de Ronaldo Caiado, a oposição pode acabar apenas repetindo velhas práticas rejeitadas pelo eleitorado nos últimos pleitos.


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