04/09/25
O deputado federal Professor Alcides Ribeiro (PL) se movimenta para buscar a reeleição em 2026. Amparado pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e pelo senador goiano Wilder Morais, o parlamentar aposta em repetir os cerca de 90 mil votos conquistados na última eleição. No entanto, carrega o peso de derrotas políticas recentes — como a tentativa frustrada de chegar à Prefeitura de Aparecida — e, sobretudo, o impacto das acusações criminais que enfrenta.
Alcides segue filiado ao Partido Liberal, presidido em Goiás por Wilder Morais, apesar de ter anunciado publicamente, em janeiro deste ano, que pediria desfiliação. O comunicado ocorreu logo após o escândalo envolvendo a divulgação de vídeos em que o deputado aparecia em situação íntima com um adolescente de 16 anos. Na ocasião, Alcides justificou a decisão por “questões de foro íntimo”, mas o pedido nunca foi formalizado. No sistema da Câmara dos Deputados, ele continua registrado como integrante da legenda.
A investigação, conduzida pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente de Aparecida de Goiânia, apura não apenas o suposto relacionamento, mas também tentativas de ocultar provas. Em dezembro de 2024, a Polícia Civil cumpriu três mandados de prisão e três de busca e apreensão em endereços ligados ao parlamentar. Um segurança particular de Alcides chegou a ser preso, acusado de ameaçar o adolescente com arma de fogo para tomar seus celulares e exigir a senha do iCloud, supostamente para apagar registros do relacionamento.
Mesmo diante desse cenário, Alcides tem se mantido ativo na agenda política do PL, participando de reuniões e eventos ao lado da cúpula partidária. A avaliação entre aliados é de que Wilder Morais, ao manter o deputado na legenda e sinalizar apoio, prepara o terreno para bancar sua candidatura à reeleição em 2026. A aposta, contudo, convive com o desgaste provocado pelas acusações, que ainda correm na Justiça.