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Amigo polêmico de Bruno Peixoto usou cargo para sequestro-relâmpago

06/09/25

A Polícia Civil de Goiás identificou que Josemar Alencar Linhares de Oliveira, ex-servidor da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) e amigo do presidente da Casa, Bruno Peixoto, usou o cargo de assessor parlamentar para atrair um empresário vítima de sequestro-relâmpago em Goiânia. O crime ocorreu em 27 de junho e resultou em transferências via PIX que somaram R$ 6,8 mil.

Segundo a investigação, Josemar se apresentava como assessor e empresário influente, convencendo a vítima a viajar à capital goiana para participar de supostas reuniões comerciais. Nos dias seguintes, todos os compromissos foram cancelados. No dia 27, o empresário foi rendido por três homens armados, mantido em cárcere privado por cerca de duas horas e abandonado algemado em uma estrada.

Dois comparsas do ex-servidor morreram em confronto com a Polícia Militar em Davinópolis. No veículo em que estavam, a polícia encontrou revólveres e algemas.

De acordo com o delegado Samuel Moura, do Grupo Antissequestro da Deic, a motivação do crime seria o pagamento de uma dívida de R$ 500 mil em transações de Bitcoins. Ainda segundo a polícia, Josemar articulou o plano e deixou o Brasil dias depois.

Em 1º de julho, o ex-servidor publicou nas redes sociais: “Até breve Brasil, partiu”. Embarcou em Brasília com destino a Miami, onde foi localizado e detido após articulação das autoridades brasileiras com agências internacionais. Deportado, chegou ao Brasil sob prisão preventiva.

O presidente da Alego, Bruno Peixoto, exonerou Josemar Alencar após a prisão. Embora evitasse comentar publicamente sobre o caso, nos bastidores a ligação de amizade entre os dois foi confirmada por aliados.

A Polícia Civil segue em busca de um terceiro envolvido no crime. Já Josemar responde por sequestro, extorsão e associação criminosa.


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