07/09/25
Dos 37 vereadores de Goiânia, 23 se declaram integrantes da base do prefeito Sandro Mabel (UB), segundo levantamento feito pelo jornal O Popular. O número é inferior ao registrado em março, quando 27 parlamentares compunham o grupo, mas ainda garante maioria.
A movimentação recente no Legislativo elevou para dez o número de vereadores independentes. Quatro já mantinham essa posição — Vitor Hugo, Oséias Varão, Coronel Urzêda e Willian Veloso, todos do PL. A eles se somaram Lucas Vergílio (MDB), Sanches da Federal (PP), Denício Trindade (UB), Igor Franco (MDB), Léo José (SD) e Pedro Azulão Jr. (MDB), que migraram após atritos com o Paço.
— “Nosso posicionamento hoje é de independência: vamos apoiar aquilo que for bom para Goiânia e fiscalizar, com firmeza, o que entendermos que não atende à população”, afirmaram em nota os vereadores do grupo.
Denício Trindade acrescentou que a decisão busca dar mais autonomia para cobrar demandas da cidade. Para ele, as recentes derrotas do prefeito mostram que a base “não será mais a mesma”.
A recomposição tem ocorrido em meio à crise desencadeada pela instalação da Comissão Especial de Inquérito (CEI) do Limpa Gyn e pela revogação da Taxa de Limpeza Pública (TLP). Nos últimos dias, Mabel recuou de algumas exonerações de indicados por vereadores, como Grazielli Arantes, irmã de Léo José, e Eduardo Trindade, irmão de Denício.
Apesar do gesto, o prefeito afirmou que continuará cortando cargos quando considerar necessário. “É por isso que as pessoas reclamam de mim. É que eu acabei com a mamata. Tinha umas tetas gordas que o pessoal estava mamando. Eu enxuguei elas”, declarou.
O MDB segue como maior bancada, com oito vereadores, cinco deles ainda alinhados a Mabel. A oposição formal soma quatro nomes: os petistas Kátia Maria, Fabrício Rosa e Edward Madureira, além de Aava Santiago (PSDB).
A vereadora tucana explicou a mudança de posição. — “A gestão dificultou o acesso aos dados, piorou o processo de transparência e instalou um método de governar que é privatista. Isso me tirou do campo da independência para a oposição”, disse.
O Paço trabalha para consolidar os apoios e garantir maioria em votações futuras, que devem incluir mudanças no Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores (Imas) e projetos na área da educação. Para liderar esse processo, o prefeito ainda busca um novo líder no Legislativo, após a saída de Igor Franco.