11/09/25
As rodovias federais em Goiás passarão a contar com um novo modelo de pedágio a partir do próximo ano. A primeira etapa será implantada na chamada Rota Verde, que liga Goiânia a Itumbiara, passando por Rio Verde, em trechos das BRs 060 e 452. O contrato de concessão, assinado em março deste ano, prevê que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorize o Consórcio Rota Verde Goiás a iniciar a cobrança em até sete pórticos de pedágio no Estado. A cobrança poderá começar já em dezembro, mas o prazo máximo estabelecido é abril de 2026. O sistema adotado será o free flow, totalmente eletrônico, sem a presença de cancelas físicas.
De acordo com a empresa concessionária, a cobrança ainda não tem data definida porque depende da conclusão de melhorias previstas em contrato e da homologação pela ANTT. No modelo federal de free flow, câmeras e leitores automáticos identificam as placas e TAGs dos veículos, registrando a passagem e debitando o valor do pedágio. Segundo o consórcio, esse formato dá mais fluidez ao tráfego, evita filas e torna a viagem mais prática para os motoristas, que não precisam parar para pagar.
Para os usuários, será necessário fazer um cadastro junto à concessionária ou utilizar TAGs de pagamento automático já disponíveis no mercado. Quem não possuir TAG terá a placa registrada pelas câmeras e deverá quitar a cobrança em prazo determinado. Caso contrário, o não pagamento é enquadrado como evasão de pedágio pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), infração grave com multa de R$ 195,23 e cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O consórcio afirma que fará ampla campanha de informação antes do início da cobrança, para orientar motoristas sobre o funcionamento do sistema federal.
O contrato firmado entre a ANTT e o Consórcio Rota Verde Goiás estabelece que a tarifa seja diferenciada por tipo de veículo, considerando o número de eixos. Os valores foram definidos no leilão de dezembro de 2023, ficando em R$ 0,1052 por quilômetro em pista simples e R$ 0,1367 em pista duplicada. O consórcio vencedor é formado por empresas como Aviva, MKS e Tecpav, que ofereceram desconto de 18% sobre a tarifa básica. Apesar das vantagens, experiências em outras rodovias do país mostram que o sistema federal de free flow ainda enfrenta desafios, como inadimplência e dificuldades de adaptação dos motoristas, especialmente pela falta de sinalização clara em alguns trechos.