13/09/25
As recentes movimentações de Marconi Perillo (PSDB) em Goiás revelam um cenário de esvaziamento político. O ex-governador, que por quatro mandatos ocupou o Palácio das Esmeraldas, hoje conta com o apoio formal de apenas sete prefeitos entre os 246 municípios goianos, número que revela a fragilidade de sua real influência estadual.
Na prática, isso significa que, em uma eventual candidatura ao governo em 2026, Perillo teria portas abertas em poucas cidades: Édeia, comandada por Carla Faria (12 mil habitantes); Americano do Brasil, com Raphael Neto (6 mil); Sanclerlândia, de Zé Gordo (7,9 mil); Alvorada do Norte, de David Moreira (8,6 mil); Jandaia, de Danilo Jandaia (6,2 mil); Pirenópolis, de Nivaldo Melo (26 mil); e Minaçu, de Carlos Alberto Leréia (27 mil).
Juntas, essas cidades somam 93,7 mil pessoas e se comparadas ao colégio eleitoral do Estado, que ultrapassa 7 milhões de habitantes, o apoio se torna irrisório. Seus fragmentados apoios contrastam com sua trajetória política: quatro mandatos como governador e hoje presidente nacional do PSDB. Desde a derrota na disputa ao Senado em 2018, Perillo convive com ampla rejeição.
Hoje, o PSDB de Goiás encolheu ao ponto de perder redutos históricos como Catalão, Goianésia e Palmeiras de Goiás, onde aliados migraram para siglas como União Brasil, MDB e PL. Nacionalmente, a legenda também perdeu governadores para partido como o PSD, como foi o caso de Pernambuco, Raquel Lyra, e Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Sendo assim, a comparação entre passado e presente expõe o tamanho da dificuldade de Perillo e o caminho para 2026, portanto, se mostra limitado.