20/09/25
Ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes determinou na última terça-feira (16/9) que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste em até cinco dias sobre pedido de investigação contra os deputados Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Gustavo Gayer (PL-GO). O requerimento foi apresentado pelo deputado Reimont (PT-RJ), que acusa os parlamentares de divulgar informações falsas sobre o Banco do Brasil.
A petição, protocolada no fim de agosto, sustenta que as declarações podem configurar crimes de divulgação de informação falsa sobre instituição financeira, crimes contra a economia popular e a ordem econômica, além de associação criminosa. Em vídeo publicado nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro afirmou: “O Banco do Brasil será cortado das relações internacionais, o que vai levá-lo à falência”. Gayer disse: “Tirem seu dinheiro dos bancos. Moraes vai quebrar o Brasil”.
Segundo Reimont, a fala de Eduardo é “manifestamente falsa” e a de Gayer teria incitado corrida bancária, com risco de desestabilização do sistema financeiro. O deputado também solicitou medidas cautelares como suspensão de passaportes, proibição de contato com outros investigados e eventual suspensão de mandatos.
Representantes de entidades ligadas ao setor bancário reagiram. “O Banco do Brasil é uma instituição forte e segura. Se estes ataques tivessem efeito, poderiam gerar um colapso em todo o sistema financeiro do país e prejudicar o povo brasileiro”, disse Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT e vice-presidenta da CUT. Para Fernanda Lopes, da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), “divulgar informação falsa sobre uma instituição financeira atinge diretamente a credibilidade do BB, gera alarme social e pode provocar corrida bancária”.
Também nesta terça, Moraes pediu que a PGR se pronuncie, no mesmo prazo, sobre solicitação do deputado Rui Falcão (PT-SP) para investigar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por declarações em defesa de um projeto de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.