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Preso no mensalão do PT, Valdemar Costa Neto tenta salvar Gustavo Gayer

26/09/25

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, condenado no escândalo do mensalão do PT, entrou em campo para tentar blindar o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) de um processo criminal no Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta quinta-feira (25/9), Valdemar protocolou na Câmara dos Deputados um pedido para que o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), coloque em votação a sustação da ação penal contra o parlamentar goiano.

O processo em questão foi movido pelo senador licenciado Vanderlan Cardoso (PSD-GO), que acusa Gayer de crime contra a honra. Em um vídeo publicado nas redes sociais, em 2024, o deputado chamou o senador de “vagabundo”. A Primeira Turma do STF, a mesma que recentemente condenou Jair Bolsonaro, entendeu que não cabia imunidade parlamentar no caso e transformou Gayer em réu pelos crimes de calúnia, injúria e difamação.

No pedido, Valdemar argumenta que cabe ao Legislativo a palavra final sobre a suspensão de ações penais contra parlamentares: “Ressalte-se, por necessário, que a última palavra a respeito da suspensão do processo penal, na situação fática ora examinada, é uma garantia institucional expressamente conferida pela Constituição em favor do Poder Legislativo e a nenhum outro; e a ninguém mais”, escreveu.

A movimentação de Valdemar ocorre em meio ao seu próprio passado judicial. O dirigente do PL foi condenado pelo Supremo em novembro de 2012 a 7 anos e 10 meses de prisão, além de multa de R$ 1,08 milhão, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no escândalo do mensalão. À época, ele exercia mandato de deputado federal e liderava o PL na Câmara.

Agora, como presidente da legenda que abriga Jair Bolsonaro e seus principais aliados, Valdemar tenta usar o peso político da bancada para evitar que Gayer avance no processo criminal — uma manobra que reacende o debate sobre o uso das prerrogativas parlamentares como escudo contra responsabilizações judiciais.


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