Goiânia, 29/11/2025
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Marconi tentou barrar o Cora, mas hospital já salva crianças

26/09/25

A inauguração do Complexo Oncológico de Referência de Goiás (Cora), realizada pelo governador Ronaldo Caiado (União Brasil) na quinta-feira (25), marcou um avanço histórico para a saúde pública estadual. Primeira unidade dedicada exclusivamente ao tratamento do câncer infantil, o hospital simboliza também a derrota de uma oposição que tentou barrar sua construção, revelando o lado mais cruel da política: transformar a dor das famílias em cálculo eleitoral.

No ano passado, Marconi Perillo (PSDB) acionou o Tribunal de Contas do Estado (TCE-GO) para anular o convênio com a Fundação Pio XII, responsável pelo Hospital do Amor de Barretos. Se aceito, o pedido teria paralisado a obra e atrasado a entrega da primeira unidade pública voltada ao câncer infantil em Goiás. A iniciativa foi duramente criticada pela falta de sensibilidade diante de uma doença que ameaça a vida de milhares de crianças.

Perillo ainda foi às redes sociais para desqualificar o projeto, chamando o Cora de “caixotinho” e alegando que o investimento não se justificaria, já que o câncer infantil representa apenas 2% dos casos. O ex-governador ignorou, contudo, que essa é a principal causa de morte por doença entre crianças. O TCE rejeitou a tentativa e assegurou a continuidade da construção. “Esta obra não é um caixote, como alguns citaram. Ela é vida, humanidade, compromisso”, rebateu Caiado antes da inauguração.

Hoje, o hospital é realidade. Em dois meses de funcionamento, já diagnosticou 119 casos, realizou 225 cirurgias, 181 internações, mais de 500 consultas médicas e 926 atendimentos multiprofissionais. Com 60 leitos, UTI pediátrica, centro cirúrgico e unidade de transplante de medula óssea, o Cora tornou-se referência em acolhimento e esperança. Mais do que um avanço na rede de saúde, consolidou-se como um marco civilizatório: prova de que cada vida infantil tem valor inestimável, apesar das tentativas de minimizar sua importância.


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