Goiânia, 29/11/2025
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Empresário xinga deputado Mauro Rubem em vídeo e é denunciado

27/09/25

O empresário Leandro Batista da Nóbrega, proprietário da Rede Frigorífico Goiás, publicou nas redes sociais um vídeo em que xinga o deputado estadual Mauro Rubem (PT) e o chama de “vagabund0”. O ataque ocorreu depois de o parlamentar ter levado ao Ministério Público, à Vigilância Sanitária e ao Procon denúncias contra a empresa.

Na gravação, Leandro acusa Mauro Rubem — a quem se refere como “Mário Ruben” — de promover “denúncias constantes” que resultaram em processos de fiscalização. “Você é acostumado a mexer com esses vagabundos de auxílio prisão, auxílio gás, auxílio... Puta que pariu. Auxílio vagabundo, rapaz. Você é uma vergonha pro estado de Goiás, seu deputado”, disse o empresário, prometendo enfrentá-lo “nos tribunais”.

O dono do frigorífico também comentou sobre a presença de simpatizantes do Partido dos Trabalhadores em seu estabelecimento. “Petistas não são proibidos de entrar, mas não são bem-vindos”, afirmou.

A polêmica surgiu após a exposição de um cartaz na unidade da empresa, na Avenida Deputado Jamel Cecílio, em Goiânia, com a frase “Petista aqui não é bem-vindo”, episódio que motivou a atuação do deputado petista junto aos órgãos de fiscalização.

Nota de Mauro Rubem
Em nota, Mauro Rubem afirmou que apenas cumpriu seu papel institucional ao encaminhar a denúncia. “O deputado Mauro Rubem exerceu o papel que lhe cabe enquanto parlamentar: fiscalizar e encaminhar às autoridades competentes situações que podem configurar abusos ou ilegalidades”, diz o texto.

A nota cita a Constituição Federal, que no artigo 5º, inciso XLI, prevê punição para qualquer discriminação que atente contra direitos e liberdades fundamentais, e o Código de Defesa do Consumidor, que considera abusiva toda prática comercial que importe discriminação ou constrangimento ao consumidor.

O deputado conclui afirmando que seguirá “estritamente pautado pela Lei na defesa de direitos e contra preconceitos de qualquer natureza” e que não transformará seu dever legal em “palanque para ataques pessoais”.


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