29/09/25
A decisão do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), de não disputar a Presidência da República em 2026 redesenha o tabuleiro da direita e abre espaço para que o projeto nacional do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), ganhe força.
Nos últimos dias, Tarcísio tem reiterado em entrevistas que não será candidato, em grande parte por temer o fogo-amigo de setores do bolsonarismo, sobretudo da ala ligada ao deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A avaliação é de que, em uma campanha presidencial, as maiores dificuldades viriam de dentro do campo conservador, mais do que do PT.
Com a saída de cena do paulista, restam na disputa pelo espaço da direita os governadores Ratinho Júnior (PSD-PR), Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (União Brasil). Entre eles, avaliam aliados, Caiado desponta como o nome de maior musculatura política no cenário nacional, sobretudo pela trajetória no Congresso e pela política de segurança pública implementada em Goiás, considerada modelo no enfrentamento ao crime organizado.
Nesse contexto, Caiado é apontado como o pré-candidato capaz de crescer com mais consistência. “Ronaldo Caiado não é mais apenas de Goiás. É do país. E sinto que há uma expectativa positiva em relação ao governador goiano”, afirmou o ex-deputado Vilmar Rocha (PSD), ao avaliar o quadro.
Segundo ele, a gestão goiana no combate à violência tem servido de referência para o governo federal. “O discurso de Caiado pode ganhar força em uma campanha nacional, porque trata de um tema central para os brasileiros: segurança pública”, completou.
Kassab, por sua vez, teria dito a Rocha que Tarcísio não está blefando ao se retirar da corrida presidencial. “Ele não quer ser candidato a presidente”, reforçou o dirigente.