30/09/25
O Ministério da Justiça confirmou nesta segunda-feira (29) a terceira morte por intoxicação causada por metanol após consumo de bebida alcoólica adulterada. A vítima mais recente é um homem de 45 anos, que morreu no último dia 28 de setembro, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Outros dois homens, de 38 e 48 anos, também morreram neste mês na capital paulista e em São Bernardo, segundo o Centro de Vigilância Sanitária.
As mortes estão relacionadas ao consumo de diferentes tipos de bebidas, entre elas gim, uísque e vodca, adquiridos em bares e adegas. O Centro de Assistência Toxicológica (Ciatox) alerta para o risco de subnotificação, já que muitos casos podem não ser comunicados aos órgãos de vigilância. Ao todo, 17 suspeitas de intoxicação estão em investigação em quatro cidades: São Paulo, Limeira, São Bernardo do Campo e Itapecerica da Serra.
O metanol é uma substância altamente tóxica e inflamável, utilizada em produtos industriais como anticongelantes e removedores de tinta. Sua ingestão pode levar à cegueira e até à morte. “Tudo indica que existe uma distribuição para além do estado de São Paulo”, afirmou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, ao confirmar a abertura de inquérito pela Polícia Federal para investigar a origem da adulteração e a rede de distribuição das bebidas.
A secretária de Vigilância em Saúde, Mariângela Simão, disse que ainda não há registros concretos fora de São Paulo, mas que o alerta foi emitido para todo o país. Já o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, destacou que a apuração busca esclarecer se há envolvimento do crime organizado ou adulteração em bebidas importadas. Paralelamente, a Secretaria Nacional do Consumidor abriu processo administrativo para acompanhar o caso e avaliar medidas de proteção aos consumidores.