Goiânia, 29/11/2025
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Márcio Corrêa reforça fiscalização contra fiação irregular em Anápolis

02/10/25

O prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), reuniu-se na última segunda-feira (30) com representantes do Ministério Público de Goiás e da Equatorial Energia para discutir medidas de combate à fiação irregular na cidade. O encontro teve como objetivo alinhar ações conjuntas e evitar novas tragédias como a que vitimou o menino João Victor Gontijo, de 10 anos, morto após sofrer descarga elétrica ao encostar em um fio energizado no setor Vila Jussara, no mês passado. “Não vamos esperar ter outra tragédia na cidade”, afirmou o prefeito.

O caso provocou comoção em Anápolis e levou à sanção de uma lei que estabelece regras mais rígidas para a organização de cabos e fios em postes, reforçando a fiscalização da Prefeitura sobre a infraestrutura elétrica e de telecomunicações. O promotor que participou da reunião apoiou as medidas adotadas pela gestão municipal e cobrou da Equatorial mais empenho para resolver o problema. Corrêa disse que a administração seguirá atuando de forma firme: “Onde tiver cabo irregular, a Prefeitura vai cortar”.

As ações da gestão, no entanto, geraram reclamações de empresários que alegam prejuízos com a retirada de fios. O prefeito rebateu as críticas lembrando a morte de João Victor. “Prejuízo quem teve foi a família do João Victor, prejuízo irreparável. No dia em que o João Victor morreu, não apareceu uma empresa sequer. Agora que mexeu no bolso, aparece esse tanto”, disse Corrêa. Em suas redes sociais, ele agradeceu ao Ministério Público pelo apoio e reforçou que o município não permitirá omissão diante do que classificou como “jogo de empurra” entre concessionária e empresas.

A Equatorial Energia, por sua vez, afirmou em nota que o encontro resultou na definição de uma nova reunião com a participação das empresas de telecomunicações, para dar início a um plano de trabalho de reordenamento dos cabos. A companhia destacou que o diálogo entre Prefeitura, Ministério Público, concessionária e operadoras é essencial para garantir transparência e cooperação institucional.

Ainda segundo a empresa, desde o início da concessão em Goiás, há pouco mais de dois anos e meio, foram realizadas mais de 311 mil fiscalizações em postes no estado, resultando em 174 mil notificações a 473 empresas de telecomunicações. A Equatorial ressaltou que a responsabilidade pela manutenção e organização dos fios é das prestadoras de telefonia e internet, cabendo à distribuidora apenas fiscalizar e notificar. Além disso, explicou que a receita obtida com o compartilhamento dos postes é dividida, sendo 40% destinada a tributos e 60% revertida em amortização tarifária, com impacto direto na redução das contas de energia.


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