Goiânia, 29/11/2025
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Aécio tira Marconi da presidência do PSDB em meio à pior crise da legenda

03/10/25

O deputado federal Aécio Neves (MG) assumirá a presidência nacional do PSDB em dezembro, em um movimento articulado para tentar reerguer o partido após anos de crise e perda de relevância. A troca significa a saída do ex-governador Marconi Perillo da liderança tucana. Ele passará a presidir o Instituto Teotônio Vilela (ITV), órgão de formação política da sigla, hoje comandado por Aécio.

A mudança no comando ocorre no momento em que o próprio Marconi Perillo admitiu publicamente a gravidade da crise do partido. Em entrevista recente, ele reconheceu que o PSDB viveu sob sua gestão “a fase mais crítica de sua trajetória”, afirmando que a legenda “chegou ao fundo do poço em 2022” após derrotas expressivas nas urnas. “Perdemos muita gente e continuamos perdendo”, avaliou.

Sob a presidência de Perillo, o PSDB assistiu a uma debandada de lideranças. O último governador tucano, Eduardo Riedel (Mato Grosso do Sul), deixou a legenda em setembro. Antes dele, Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Raquel Lyra (Pernambuco) também migraram para o PSD. Com isso, o partido ficou sem governadores, algo inédito desde a sua fundação, em 1988.

Aécio já esteve à frente do PSDB entre 2013 e 2017 e retorna ao posto com a missão de resgatar o protagonismo da legenda. A meta anunciada é ambiciosa: eleger cerca de 30 deputados federais em 2026, mais que o dobro da atual bancada de 13 parlamentares.

O retorno de Aécio Neves ao comando do PSDB é visto internamente como uma tentativa de reorganizar o espaço político da sigla, marcada por nomes históricos como Fernando Henrique Cardoso e Mário Covas. Para Aécio, o desafio é duplo: estancar a saída de quadros conduzida por Marconi Perillo e reconstruir uma identidade para o partido, que já foi protagonista em disputas presidenciais e agora busca sobreviver.


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