Goiânia, 29/11/2025
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Derrota em 2026 pode enfraquecer Wilder Morais e o PL para 2030

12/10/25

Aliados do senador Wilder Morais (PL) afirmam que ele está decido em disputar o governo de Goiás em 2026 “porque não tem nada a perder”. A avaliação parte da ideia de que, mesmo em caso de derrota, ele manteria o mandato de senador até 2030 e poderia tentar a reeleição. A lógica, porém, não resiste a uma análise mais detalhada.

O que ele não analisa é que uma derrota política tende a gerar outras. No caso de Wilder, um desempenho ruim em 2026 pode reduzir sua força para a eleição seguinte e enfraquecer o PL em todo o Estado. Uma candidatura considerada frágil pode dificultar o desempenho de nomes do partido nas disputas para deputado e senador.

O deputado federal Gustavo Gayer (PL) é apontado como o nome mais competitivo da legenda para o Senado, por sua ligação com o bolsonarismo. Ainda assim, uma eventual necessidade de apoiar Wilder na corrida pelo governo pode comprometer seu desempenho. “Tendo de carregar a si próprio, o deputado não terá como carregar o peso do senador”, resume um analista ouvido pela reportagem.

Do outro lado, Gracinha Caiado (União Brasil) tende a liderar a disputa ao Senado, com potencial de impulsionar aliados. O ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha, e o senador Vanderlan Cardoso se alinharam, o que pode da vantagem à coligação liderada pelo MDB, de Daniel Vilela.

Caso Wilder Morais priorize o fortalecimento do PL, uma composição com Daniel Vilela é vista como alternativa possível. Em 2030, a única vaga em disputa para o Senado será a do próprio Wilder. Se reeleito e deixar o governo em abril daquele ano, Daniel Vilela pode ser candidato ao Senado — o que colocaria ambos novamente em confronto.

Se derrotado em 2026, Wilder Morais não apenas perderá fôlego eleitoral, como verá antecipado o desafio de manter relevância para 2030.


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