13/10/25
O deputado federal Professor Alcides (PL) enfrenta uma situação crítica e já é considerado inelegível, acumulando decisões desfavoráveis na Justiça Comum e na Justiça Eleitoral. Além de ter sido punido em um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) por abandono de cargo público como professor da rede estadual, o parlamentar agora corre o risco de estender sua inelegibilidade até 2032, após perder o prazo para apresentar defesa em um processo que tramita no Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO).
O caso também envolve o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Vilmar Mariano, e sua esposa, Sulnara Santana, ambos condenados por abuso de poder político. A juíza eleitoral Christiane Gomes Falcão Wayne apontou que Vilmar cometeu irregularidades ao demitir servidores comissionados durante o período eleitoral, prática proibida pela legislação. Já Sulnara foi acusada de coagir servidores públicos a apoiar o então candidato Professor Alcides e o aliado Olair Silva, nas eleições municipais de 2024.
Embora Alcides, Olair e o ex-deputado Max Menezes tenham sido absolvidos em primeira instância, a coligação adversária — “Para Aparecida Continuar Avançando”, liderada por Leandro Vilela e João Campos — recorreu, pedindo que todos recebam a mesma penalidade aplicada a Vilmar e Sulnara. O processo ganhou novo desdobramento quando a defesa de Alcides perdeu o prazo legal, que se encerrava no dia 29 de setembro, às 23h59. A manifestação foi protocolada dois dias depois, em 1º de outubro, às 14h30, e pode ser desconsiderada pelo TRE-GO.
Com isso, o tribunal poderá julgar o caso sem analisar os argumentos da defesa, o que agrava a situação do parlamentar. Caso o pedido da coligação adversária seja aceito, Professor Alcides ficará inelegível até 2032, somando-se à restrição já imposta pela Justiça Comum. O episódio consolida o enfraquecimento político do deputado, que havia se colocado como pré-candidato à Prefeitura de Aparecida, mas agora enfrenta duas decisões que podem barrar definitivamente sua trajetória eleitoral.