14/10/25
A influenciadora Virginia Fonseca está proibida de realizar lives comerciais e ações publicitárias para venda de cosméticos nas redes sociais até que sua empresa, a WePink, cumpra determinações impostas pela Justiça de Goiás. A decisão, expedida pela juíza Tatianne Marcella Mendes Rosa Borges Mustafa, da 14ª Vara Cível e Ambiental de Goiânia, atende a uma ação civil pública do Ministério Público de Goiás (MPGO).
O processo foi movido após milhares de denúncias de consumidores relatando atrasos nas entregas, falta de reembolsos e descumprimento das ofertas divulgadas pela marca. Segundo o MP, as práticas configuram violações reiteradas ao Código de Defesa do Consumidor e indicam conduta comercial abusiva. A promotoria destacou ainda que muitos consumidores alegam ter seus comentários críticos apagados das redes sociais da empresa, o que, segundo o documento, “oculta a lesão em massa” causada aos clientes.
A decisão determina que Virginia e seus sócios, Thiago Stabile e Chaopeng Tan, só poderão retomar a divulgação dos produtos após comprovarem documentalmente que há estoque suficiente para atender à demanda. Em caso de descumprimento, a multa é de R$ 100 mil por ocorrência. A WePink também deverá substituir o atendimento automatizado por um canal humano que responda às solicitações em até 24 horas, além de disponibilizar informações claras sobre cancelamentos, trocas e reembolsos nas redes sociais e no site oficial — sob pena de multa de R$ 1 mil por infração.
Os empresários terão 30 dias para apresentar à Justiça a relação completa de todas as reclamações recebidas desde o início das operações da WePink, em 2021. Uma audiência de conciliação foi marcada para o dia 9 de dezembro, de forma híbrida, quando as partes deverão discutir um possível acordo judicial.