Goiânia, 29/11/2025
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Para não desaparecer em Goiás, Marconi pode buscar socorro no PT

20/10/25

A pesquisa AtlasIntel acendeu um alerta vermelho no tabuleiro político de Goiás e expôs a fragilidade da oposição na disputa pelo governo em 2026. O levantamento mostra o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) com 15,6% das intenções de voto, tecnicamente empatado com a deputada federal Adriana Accorsi (PT), que aparece com 15,4%. Ambos estão muito distantes do líder Daniel Vilela (MDB), que surge com 42,3% e, mantido esse cenário, teria chances reais de vencer a eleição ainda no primeiro turno.

Os números revelam uma verdade incômoda para Marconi: isolado, ele não tem força para competir. O PSDB perdeu protagonismo no estado, sua base encolheu e sua imagem carrega desgaste acumulado. Sozinho, ele não passa de 15% e corre o risco de assistir ao crescimento de Daniel Vilela sem sequer ser competitivo. Para evitar a irrelevância eleitoral, Marconi precisa construir uma nova estratégia política — e os bastidores já indicam para onde ele pode caminhar.

A matemática eleitoral empurra o tucano para um movimento ousado: compor com o PT. Apesar das diferenças, Marconi e Adriana Accorsi têm, juntos, potencial para ultrapassar 30% das intenções de voto, formando um bloco oposicionista capaz de levar a disputa para o segundo turno. O movimento já começou a ser discutido discretamente entre lideranças dos dois partidos e ganha força à medida que o MDB amplia sua vantagem.

Para o PT, a aliança representaria uma tentativa de ter algum protagonismo em Goiás após anos sem força eleitoral expressiva. Para Marconi, seria mais do que isso: seria uma chance real de sobrevivência política. A união com os petistas é vista por tucanos como uma jogada pragmática, ainda que arriscada, já que enfrentaria resistência interna e ataques da base governista, que deve explorar a narrativa de “aliança de derrotados”.

No entanto, diante do cenário atual, insistir na divisão pode significar a morte política de Marconi em Goiás. Se quiser continuar relevante, ele terá de escolher entre disputar sozinho e definhar ou dar o passo mais ousado de sua carreira e selar uma aliança com antigos adversários que, assim como ele, ostentam uma grande reprovação no estado.


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