05/11/25
O ex-governador José Eliton (PSB) articula nos bastidores para voltar à disputa pelo Palácio das Esmeraldas em 2026, apesar de ter deixado o governo com um rombo de R$ 1,2 bilhão na folha de pagamento dos servidores.
Ao encerrar seu mandato, em 2018, Eliton não empenhou os salários do funcionalismo, que ficaram atrasados. Auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE) constatou que não havia recursos em caixa para quitar a despesa e apontou um déficit total de R$ 6,7 bilhões nas contas estaduais, recomendando a rejeição da prestação de contas da gestão.
Mesmo com esse histórico, Eliton tenta se apresentar como nome de consenso de uma frente de esquerda em Goiás, com o argumento de que poderia oferecer ao presidente Lula um palanque competitivo no estado. Para aceitar a candidatura, porém, ele e seu grupo impõem condições ao PT: querem apoio público de Lula, forte estrutura financeira de campanha e que o partido pressione a cúpula nacional do PSB para oficializar a aliança.
Resta saber se o eleitorado goiano — que já enfrentou atrasos salariais, desequilíbrio fiscal e contas rejeitadas — estaria disposto a devolver o comando do estado a quem deixou Goiás no vermelho.