16/11/25
A poucos meses de completar um ano na Prefeitura de Goiânia, Sandro Mabel (UB) chega ao fim de 2025 com índices que contrariam o discurso de desgaste propagado por adversários e críticos nas redes sociais. Um levantamento do instituto Opção Pesquisas, realizado em novembro, mostra que a maior parte da população aprova o desempenho do prefeito e avalia que a capital apresenta sinais claros de recuperação após a crise herdada da gestão anterior.
Segundo a pesquisa, 56% dos entrevistados consideram a administração “boa”. A desaprovação é de 24%, enquanto 20% não souberam responder. O estudo, feito a partir de 50 mil ligações — das quais 8.988 foram respondidas —, também indica que 62% dos eleitores votariam novamente em Mabel, contra 38% que não repetiriam o voto.
Mabel assumiu o comando do Paço em janeiro após uma disputa eleitoral atípica: ficou em segundo lugar no primeiro turno e venceu o segundo com vantagem superior a 70 mil votos sobre Fred Rodrigues (PL). Ele tomou posse diante de um cenário descrito como “colapso” por integrantes de seu grupo político e pelo próprio governo estadual.
A capital enfrentava problemas acumulados: uma alegada dívida de R$ 4 bilhões da gestão Rogério Cruz (Republicanos), acúmulo de lixo nas ruas, falta de insumos em unidades de saúde — incluindo relatos de maternidades sem anestesia —, serviços essenciais atrasados e setores ameaçando greve. Parte da estrutura municipal estava sob intervenção judicial, a pedido do Ministério Público, na área da Saúde.
O prefeito também precisou lidar com tensões políticas com a Câmara Municipal. Críticos afirmavam que Mabel adotava postura rígida nas negociações e não reproduzia práticas de gestões anteriores. O governador Ronaldo Caiado (UB) chegou a atribuir o incômodo de alguns vereadores ao fim de “regalias” mantidas pelo Executivo passado.
Apesar de críticas vindas de grupos políticos e ex-aliados, a pesquisa mostra que a maior parte da população enxerga avanços em áreas sensíveis da cidade. Quando questionados se Goiânia está mais limpa, 61% responderam que sim. A coleta de lixo e a gestão da Comurg foram alvos de ajustes promovidos pelo atual prefeito, que revisou contratos, reduziu cargos e intensificou a cobrança de resultados. Para 31% dos entrevistados, a cidade não melhorou neste quesito.
Na iluminação pública, 55% afirmaram que Goiânia está mais iluminada após o início do programa Brilha Goiânia, responsável pela instalação de 112,5 mil luminárias de LED desde março, beneficiando mais de 900 mil moradores. Outros 45% disseram não perceber melhorias.
O levantamento também avaliou a disputa narrativa entre Executivo e Legislativo. Quando perguntados quem está “mais certo” nos recentes conflitos institucionais, 59% apontaram o prefeito; 41% ficaram do lado dos vereadores.
Oposição
Nas redes sociais, opositores tentam construir a imagem de desgaste e insatisfação popular, baseando-se em críticas ao estilo de gestão de Mabel. Mas os números sugerem que essa percepção não encontrou eco na maioria dos goianienses.
A pesquisa do Opção Pesquisas, ao ouvir quase 9 mil cidadãos de diferentes regiões da capital, indica que a administração conseguiu reverter parte da deterioração deixada pela gestão anterior e reconquistar a confiança do eleitor.
Às portas de completar um ano de governo, Mabel chega a 2026 com um saldo que aponta estabilidade política e aprovação majoritária — cenário oposto ao narrado por adversários e ex-aliados que perderam espaço no novo arranjo político da capital.