20/11/25
A prefeitura de Aparecida de Goiânia, sob o comando do então prefeito Vilmar Mariano (o “Vilmarzinho”), aplicou aproximadamente R$ 40 milhões em letras financeiras emitidas pelo Banco Master — instituição que entrou em liquidação extrajudicial por determinação do Banco Central do Brasil. O investimento foi firmado em 2024 pela autarquia previdenciária municipal (Aparecidaprev), segundo nota divulgada pela instituição.
De acordo com o instituto de previdência, o aporte teria sido realizado “à revelia” do conselho responsável pelo regime próprio de servidores, e hoje permanece travado em prazo de longo vencimento, o que impede movimentação ou resgate imediato.
A medida implica riscos para o patrimônio dos servidores municipais, considerando que as letras financeiras do Banco Master não contam com cobertura pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Em nota, a gestão municipal afirmou que, “ao assumir em janeiro deste ano”, encontrou o investimento já feito, e informou haver formalização de denúncia ao Ministério Público e ao Ministério da Previdência Social para apurar eventuais responsabilidades.
Além disso, o instituto declarou que adota “medidas para resguardar os recursos do regime previdenciário” dos servidores da cidade. O episódio ocorre em meio ao colapso da carteira de aplicações do Banco Master, que registra elevado volume de municípios e institutos previdenciários aplicados — com riscos de perdas — e cujas irregularidades estão sob investigação da Polícia Federal.