23/11/25
A atual gestão do Instituto de Previdência dos Servidores de Aparecida (AparecidaPrev) encaminhou à Justiça e a órgãos de controle uma série de denúncias sobre um investimento de R$ 40 milhões realizado pela administração do ex-prefeito Vilmar Mariano. O aporte, executado pelo então secretário da Fazenda e ex-presidente do instituto, Einstein Paniago, foi aplicado em letras financeiras do Banco Master, que entrou em liquidação extrajudicial determinada pelo Banco Central meses depois.
Segundo nota enviada pela Prefeitura de Aparecida, a operação ocorreu em junho de 2024, quando Paniago apresentou o Banco Master como alternativa de investimento ao conselho do AparecidaPrev. No entanto, a instituição financeira não atendia aos requisitos mínimos de classificação previstos na política de investimentos vigente, o que, na avaliação da atual gestão, configura irregularidade e descumprimento de critérios técnicos que orientam a aplicação dos recursos previdenciários.
A presidente do AparecidaPrev, Márcia Tinoco, assumiu o comando do instituto em janeiro de 2025 e afirma ter identificado de imediato que o aporte não seguia as normas internas. Ela notificou o Conselho Deliberativo da Previdência e formalizou denúncias ao Ministério Público e ao Ministério da Previdência, solicitando apuração das responsabilidades de Vilmar Mariano e Paniago.
O investimento tem prazo de vencimento de 10 anos, o que impede o resgate antecipado dos valores. Até outubro de 2025, o aporte havia rendido R$ 7 milhões. Com a liquidação extrajudicial do Banco Master, o instituto agora precisa se habilitar como credor para tentar recuperar tanto o valor aplicado quanto os rendimentos acumulados.
A atual administração argumenta que o episódio expõe fragilidades na gestão anterior e aponta risco financeiro aos servidores vinculados ao regime próprio de previdência. O caso segue sob análise das autoridades responsáveis, enquanto o AparecidaPrev aguarda orientações formais sobre os próximos passos no processo de recuperação dos recursos.