Goiânia, 29/11/2025
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Bolsonaro atribui tentativa de rompimento da tornozeleira ao uso de medicamentos

24/11/25

Em audiência de custódia realizada neste domingo (23/11), Jair Bolsonaro afirmou que a tentativa de manipular a tornozeleira eletrônica que lhe foi imposta decorreu de um episódio de “paranoia” causado por medicamentos.

Ele declarou que, devido a uma interação inadequada entre remédios receitados por médicos diferentes — citando especificamente Pregabalina e Sertralina —, passou a sofrer alucinações nas quais acreditava que havia um microfone oculto no dispositivo de monitoramento.

Na versão apresentada por Bolsonaro, ele afirma que, tarde da noite na residência em Brasília e acompanhado por sua filha, seu irmão mais velho e um assessor, tentou abrir a tornozeleira “com um ferro de soldar”, alegando ter curso para operar esse tipo de equipamento, e que interrompeu a ação ao “voltar à razão” e comunicar o fato aos agentes de custódia.

Ele também disse que vinha sofrendo de sono fragmentado (“sono picado”) como parte do agravamento de seu estado, o que teria intensificado o episódio.

A juíza de custódia manteve a prisão preventiva do ex-presidente por entender que o ato configura descumprimento grave das medidas cautelares e risco de fuga, dada a violação da tornozeleira eletrônica — o que motivou, no dia anterior, decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), por meio do ministro Alexandre de Moraes, para substituir prisão domiciliar por prisão preventiva.  O magistrado apontou que o equipamento de monitoramento foi deliberadamente danificado, o que exige resposta proporcional das autoridades.

Do lado da defesa, o argumento central é que não houve tentativa de fuga ou ato criminoso deliberado, mas sim um episódio de instabilidade psíquica provocada por medicamentos que interagiram de maneira imprevista.


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